31 de julho de 2025
BRASIL/ESTADOS UNIDOS

Exportações do Brasil para os Estados caem pelo 10% mês seguido, informa monitor da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos

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Por Política Real com assessoria
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Exportações do Brasil para os EUA caem por 10 meses seguidos Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 11/06/2026) Nessa quarta-feira, 10, no final do dia a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos(Amcham) divulgou o seu monitor comercial Brasil-Estados Unidos de maio informando, em meio a anúncio de sanções com base a secção 301 do Código de Comércio dos EUA houve uma queda. As exportações do Brasil para EUA caem pelo 10º mês seguido

As exportações brasileiras aos EUA atingiram US$ 3,1 bilhões em maio, queda de 14,0% em relação ao mesmo mês de 2025. Foi o décimo mês consecutivo de queda.

Petróleo, café e ferro fundido bruto impulsionaram queda

Petróleo bruto (menor demanda nos EUA) e café (problemas de safra no Brasil) puxaram a queda nas exportações em maio, com forte redução, respectivamente, de 38,1% e 39,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esses produtos são isentos de sobretaxas*. O ferro fundido bruto, produto sobretaxado, também sofreu uma queda de 30,4%. Por sua vez, os produtos sujeitos a sobretaxas de 10% apresentaram queda de 7,6% no mês. O setor mais atingido pela Seção 232 foi a exportação de caminhões, com queda de 47,6%.

Importações caem novamente

As importações brasileiras originárias dos EUA caíram pelo 6º mês consecutivo. No mês de maio, a queda foi de 11,0% em relação a maio de 2025, puxada por motores e máquinas (-73,6%), aeronaves e partes (- 32,2%) e óleos brutos de petróleo (-19,8%).

Bens sobretaxados

Maio 2026

No mês de maio, as exportações brasileiras aos EUA recuaram 14,0%. Os bens com sobretaxa lideraram as perdas, com queda de 14,6%, puxadas pela redução nas exportações de ferro bruto fundido e pelos produtos da Seção 232 que recuaram 8,4%. Já os bens sem sobretaxa registraram queda de 13,4%, sustentada pela redução das exportações de óleos brutos de petróleo e café. Os produtos sujeitos à sobretaxa de 10%, por sua vez, recuaram 18,5%.

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(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)