DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, IBGE publica dados da produção do setor de serviços de abril
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(Brasília-DF, 11/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil ,IBGE publica hoje dados da produção do setor de serviços de abril.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +1,2%), após os Estados Unidos anunciarem a conclusão de novos ataques contra o Irã. No dia anterior, os dados do CPI vieram em linha com as expectativas, com a taxa anual de inflação avançando para 4,2% A/A, principalmente devido ao salto nos preços de energia.
Na Europa, as bolsas acompanham o movimento e negociam em alta (Stoxx 600: +0,8%), com o setor de óleo e gás liderando os ganhos, devido a continuidade de temores geopolíticos. Por outro lado, na Ásia, as bolsas fecharam em queda, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio.
Economia
O conflito entre EUA e Irã se intensificou com novos ataques, embora notícias esta manhã indiquem que os dois países realizaram negociações durante a noite. O núcleo da inflação ao consumidor de maio nos EUA ficou abaixo do esperado, reduzindo a pressão sobre o Fed. O Banco Central Europeu, por sua vez, deve aumentar as taxas de juros hoje, em uma tentativa de conter a onda inflacionária impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
IBOVESPA -0,70% | 168.619 Pontos. CÂMBIO +0,14% | 5,17/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,7%, aos 168.619 pontos. O índice foi pressionado pela abertura da curva de juros e pela continuidade das tensões entre EUA-Irã, e agora acumula queda em nove dos últimos onze pregões.
Petrobras (PETR3, +1,5%) e Prio (PRIO3, +1,7%) se destacaram acompanhando a alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -6,7%), Natura (NATU3, -5,7%), Vamos (VAMO3, -4,5%) e Localiza (RENT3, -4,2%) foram pressionadas pela alta dos juros futuros, que continua penalizando ações cíclicas.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam ontem com leve alta, em meio às tensões no Oriente Médio, ao petróleo mais firme e ao CPI nos EUA. As Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,13% (+1bps), com a de 10 anos a 4,54% (+2bps) e com o T-bond de 30 anos a 5,03% (+3bps), refletindo a cautela com o quadro geopolítico e a percepção de que o Fed deve seguir em compasso de espera.
No Brasil, a curva de DI também permaneceu pressionada, com o DI jan/27 a 14,50% (+2bps), o DI jan/29 a 14,94% (+2bps) e o DI jan/31 a 14,82% (+5bps), em sessão marcada por volatilidade, ajustes técnicos e persistência dos prêmios diante da reprecificação da trajetória da Selic e das incertezas fiscais e inflacionárias domésticas. A curva de NTN-B teve leve abertura nos vértices mais curtos, com a B29 em 8,61% (vs. 8,57%), a B35 em 8,17% (vs. 8,16%) e a B50 em 7,69% (vs. 7,69%).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quarta-feira aos 3.777,30 pontos, com queda de 0,91%, equivalente a uma retração de 34,58 pontos em relação ao fechamento anterior. O recuo foi o mais intenso da semana até o momento, levando o índice ao menor nível do mês e reduzindo o ganho no ano para apenas 0,05%. O pregão foi marcado por leve alta dos juros futuros e leve abertura da curva das NTN-Bs, movimento que pode ter pressionado os prêmios exigidos pelo mercado e pesou sobre a precificação dos FIIs de forma geral. Além disso, o ambiente seguiu pressionado pelo cenário macroeconômico doméstico, com inflação acima do teto da meta e curva de juros elevada limitando o apetite por ativos imobiliários.
O recuo foi generalizado e de elevada amplitude. Os Fundos de Recebíveis cederam 0,78%. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,96%, com Lajes Corporativas liderando as perdas no bloco com -1,28%, seguidas por Shoppings (-0,93%) e Ativos Logísticos (-0,86%). Os fundos Híbridos caíram 1,05%, e Multiestratégia (-1,05%) registrou recuo equivalente. Fundos de Fundos cederam 0,72%.
Entre os destaques positivos, figuraram GTWR11 (+0,7%), GZIT11 (+0,7%) e RZAT11 (+0,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,3%), LIFE11 (-6,0%) e URPR11 (-5,9%).
Economia
No Brasil, o mercado se preocupa com a pauta-bomba fiscal que avança no Senado. O IBGE publica hoje dados da produção do setor de serviços de abril.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)