31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem grandes destaques a não os números do IGP-DI

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 09/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”  da Xp Investimentos apontando que os mercados globais operam em alta e no Brasil sem grandes destaques é dia do IGP-DI.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 10: +0,7%), impulsionados pela recuperação das ações de semicondutores após a forte correção observada nos últimos dias. No cenário geopolítico, o Irã interrompeu os ataques contra Israel, mas afirmou que retomará as hostilidades caso as operações israelenses no Líbano continuem.

Na Europa, as bolsas acompanham o movimento (Stoxx 600: +0,6%), enquanto na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O destaque foi a Coreia do Sul, com o Kospi avançando 8,2%, seguido pelo Nikkei (Japão), que subiu mais de 2,0%. Na China, o CSI 300 avançou 1,9%.

Economia

Os mercados globais permaneceram atentos à evolução do conflito no Oriente Médio. O Irã sinalizou o encerramento de suas operações militares contra Israel, enquanto Donald Trump disse que um novo cessar-fogo estaria próximo e que as negociações entre Washington e Teerã vêm registrando avanços. O preço do petróleo subiu cerca de 1% ontem (movimento moderado em relação às cotações de abertura da sessão), para US$ 94 por barril.

IBOVESPA – 0,21% | 168.668 Pontos.     CÂMBIO + 0,45% | 5,18/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,2%, aos 168.669 pontos, registrando a terceira baixa consecutiva e o menor fechamento desde janeiro. O mercado continuou pressionado pela deterioração das expectativas de juros no Brasil e nos  EUA. Domesticamente, aumentaram as apostas de manutenção da Selic na próxima reunião do Copom, enquanto os juros reais de longo prazo atingiram os maiores níveis em mais de uma década, pressionando as ações brasileiras.

Braskem (BRKM5, +0,9%) foi um dos destaques positivos após revisões de estimativas por um banco de investimentos. Na ponta negativa, as ações da MRV (MRVE3, -4,6%) recuaram após serem rebaixadas para recomendação neutra por um outro banco de investimentos.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira em alta, em meio à piora da percepção de risco global com aumento das tensões no Oriente Médio e à continuidade da reprecificação das expectativas para a trajetória da Selic. Nos EUA, as Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,16% (0bps), a de 10 anos a 4,56% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,04% (+3bps).

No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 14,52% (+9bps), o DI jan/29 a 14,94% (+13bps) e o DI jan/31 a 14,82% (+11bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,43% (vs. 8,23%), a B35 em 8,16% (vs. 7,93%) e a B50 em 7,65% (vs. 7,53%).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira aos 3.818,23 pontos, com queda de 0,78% em relação ao fechamento anterior. No acumulado do mês, o índice recua 1,53%, reduzindo o ganho no ano para 1,14%. O movimento foi influenciado pela dinâmica inflacionária, após a divulgação do Boletim Focus, que trouxe nova revisão para cima da projeção de IPCA para 2026, agora em 5,09% — acima do teto da meta. Soma-se a esse cenário um ambiente externo ainda desafiador, com o petróleo em patamar elevado e o aumento das tensões no Oriente Médio, fatores que seguem pressionando a abertura da curva de juros no ambiente doméstico. O recuo foi generalizado, sem segmentos relevantes no campo positivo.

Os fundos de recebíveis caíram 0,54%, com apenas 16% dos ativos encerrando no positivo. Já os FIIs de tijolo recuaram 0,88%, com destaque para shoppings (-1,07%), lajes corporativas (-0,98%) e logística (-0,86%). Os fundos híbridos registraram queda de 0,95%, enquanto multiestratégia/FOFs recuaram 0,64%.

Entre os destaques positivos, figuraram ICRI11 (+0,9%), VRTM11 (+0,9%) e KNUQ11 (+0,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por OUJP11 (-9,2%), VGRI11 (-6,5%) e TGAR11 (-5,9%).

Economia

No Brasil, mais um dia de depreciação dos ativos financeiros, com destaque para a abertura da curva de juros, o que reforçou a tendência observada desde o início da semana passada. Nesse contexto, o mercado passou a atribuir cerca de 70% de probabilidade de manutenção da taxa Selic na próxima reunião do Copom (semana que vem). A taxa de câmbio atingiu R$/US$ 5,19. As expectativas de inflação permanecem em alta, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% na semana passada para 5,11% no relatório publicado ontem (estava em 4,91% há quatro semanas). A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou marginalmente de 4,02% para 4,03%. Ou seja, o Boletim Focus reforça a percepção de que o espaço para flexibilização monetária segue bastante limitado. Para uma análise completa, clique aqui. 

Na agenda de hoje, destaque para os dados de inflação ao consumidor e ao produtor da China referentes a maio. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) deve apresentar elevação de 1,3% nos últimos 12 meses (após 1,2% em abril), com os preços de alimentos ainda em queda. Por sua vez, o índice de preços ao produtor (PPI) deve acelerar de 2,8% para 3,8%, refletindo o impacto da alta nos preços de energia (e de outras commodities) sobre o setor industrial.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)