REAÇÃO: Luciano Bivar disse, após aprovação da redução da jornada de trabalho e fim da Escala 6x1, diz que as empresas tem que se adaptar e que sempre foi a favor da escala 5x2
Hugo Motta chegoua dizer que a decisão dos deputados e deputadas foi a maior entrega desde a CF/88
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(Brasília-DF, 29/05/2026) A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 27, em dois turnos jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6 X 1 (um dia de descanso e 44 horas semanais). A votação foi muito destacada. A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. As propostas seguem para o Senado Federal.
A Política Real e a Bancada do Nordeste conversaram com o deputado Luciano Bivar( MDB-PE), um dos mais experientes não só da bancada pernambucana, mas da própria Câmara Federal.
O jovem presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta(Republicanos-PB) disse, logo após a votação que a decisão da Câmara dos Deputados foi a maior entrega que a chamada “ Casa do Povo” fez a classe trabalhadora desde a Constituição de 1988.
Perguntamos a Bivar, um liberal de formação que se aliava a tese do imposto único, fase mais complexa da discussão de Reforma Tributária, que chegou à Câmara Federal a primeira vez no final dos anos 90 no processo de consolidação do Plano Real.
“A fala de Motta é pertinente. De fato, desde a Constituição de 1988 não tinha uma iniciativa que chamou tanta atenção. Essa decisão da Câmara tem muito em sintonia com as novas tecnologias e a mudança na relação emprego e trabalho que surgiu desde a pandemia do covid-19”.
Em seguida questionamos sobre suas impressões pessoais sobre a proposta que tem apoio do Governo Federal e que boa parte do setor empresarial tem restrições.
“Eu acho que ela deveria realmente cair de 5,para 2. Eu acho que as empresas, aí vem a parte do empresário, tem que se adaptar a isso. Isso é bem para a família, para tudo, você ter dois dias em casa para cuidar da família, ter mais participação e tal.
O mercado, a economia, ela vai se adequar automaticamente. Faz banco de horas para quem usa um sábado, quem folga numa sexta, tá certo? Aquelas empresas pequenas têm que se acetar com um parente, uma coisa assim. Mas eu acho que 5 por 2 é muito justo.”
Ele acabou fazendo referência a sua pessoalidade.
“ Na minha casa mesmo, as empregadas domésticas que eu tenho, eu faço 5 por 2. Isso há anos, há décadas. Na minha empresa, então, nem se fala. A companhia de seguro não trabalha sábado e domingo”, disse, também.
Ele avança em suas considerações.
“Então, eu acho que isso é um ganho para o pessoal, uma qualidade de vida, e você valoriza mais. O trabalhador vai mais tranquilo, ele tem dois dias da semana para poder sair com os netos, com os filhos, com os parentes, tá? Eu sou totalmente de acordo.”, finalizou.
( da redação com edição de Política Real)