Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 41% informa Genial/Quaest
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 13/05/2026) Nesta manhã foi divulga mais uma rodada de pesquisa da parceria Genial/Quaest apontando tanto para o desempenho do Governo Lula influências eleitorais e com vista a disputa eleitoral em primeiro e segundo turno presidencial.
Houve uma leve melhora da aprovação do Governo Lula 3 e num possível segundo turno há empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro com vantagem nominal para Lula. A pesquisa aponta 42% para Lula e 41% para Flávio
Veja as postagens feitas pelo cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes:
Aprovação do governo Lula sai de 43% para 46% (+3pp) e desaprovação sai de 52% para 49% (-3pp) em um mês, segundo pesquisa Genial/Quaest. O saldo negativo que era de -9pp, agora é de -3pp.
O principal movimento aconteceu entre os eleitores independentes. Neste segmento, o saldo negativo era de -16 pp em abril e agora é de apenas -5 pp. Nos demais segmentos, a situação continua a mesma.
No cenário estimulado de 1º turno, Lula chega a 39% (+2) e Flávio a 33% (+1). Ou seja, a polarização consome 72% das intenções de voto neste momento. Caiado e Zema ficam nos 4%. Renan em 2%. Cury, Daciolo e Samara com 1% cada.
No principal cenário estimulado de 2º turno, Lula e Flávio continuam tecnicamente empatados (42 x 41), mas Lula aparece agora numericamente a frente. Contra Zema, Caiado ou Renan, Lula venceria um eventual segundo turno se a eleição fosse hoje.
É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui.
Mas vale notar que, neste último mês, o eleitor independente - que será decisivo - oscilou marginalmente em favor do Lula. As margens de erro aqui são maiores (4 pp), mas havia uma tendência negativa desde jan/26 que foi interrompida. Nos outros grupos, tudo igual.
Lula venceria Zema em um eventual segundo turno por 44% a 37%, mas este é o melhor resultado do ex-governador de MG na série histórica das pesquisas da Quaest. Ele vem oscilando positivamente desde jan/26.
Lula também vence a disputa de 2º turno contra Caiado: 44% a 35%. O ex-governador de Goiás não tem conseguido melhorar seu desempenho aqui, nem Lula abrir mais vantagem.
O candidato do Missão cresceu seu desempenho e chegou a 28%. Embora ainda apareça muito distante de Lula, é o melhor resultado de Renan Santos na série de pesquisas da Quaest.
A população parece impactada por um ambiente de notícias mais positivas para o governo: o percentual vendo notícias mais positivas saltou de 23% para 32% e os que viram notícias negativas foram de 48% para 43% em um mês.
A primeira notícia positiva para o governo foi o encontro de Lula com Trump. Essa informação ficou conhecida por 70% dos brasileiros.
A pesquisa mostra que 43% consideram que Lula saiu mais forte desse encontro, e só 26% consideram que ele saiu mais fraco. Na amostra, 13% acham que ele saiu com a mesma força e 18% não souberam opinar.
A segunda notícia positiva para o governo foi o anúncio do Desenrola 2.0. Na população como um todo, o programa ficou conhecido por 57% desde o seu anúncio.
Na população, 50% acharam a idéia boa, porque ajuda quem está endividado e 22% acharam uma idéia que ajuda um pouco, mesmo que não resolva o problema. Só 23% defendem que a idéia é ruim.
A terceira notícia boa para o governo é que a isenção do IR, que teve um efeito muito pequeno até aqui, deu sinais positivos no último mês. Saiu de 17% para 21% os brasileiros que dizem terem visto suas rendas aumentarem significativamente por conta da isenção.
As investigações contra Ciro Nogueira ficaram conhecidas por 46% dos brasileiros, pouco menos da metade.
Mas até aqui, o escândalo do Master é visto como um problema muito mais sistêmico do que impactando negativamente o governo ou a oposição.
A rejeição de Messias para a vaga do STF foi a notícia menos conhecida no período: só 39% ouviram falar do assunto.
E, neste caso, a população se divide: 38% acham que a rejeição ao nome de Messias foi correta, 35% acham que foi uma decisão errada e 27% não conseguem opinar sobre o assunto.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 8 e 11 de maio. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-3598/2026)
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)