DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para Pesquisa Mensal do Comércio de março no Brasil
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(Brasília-DF, 13/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para Pesquisa Mensal do Comércio de março no Brasil.
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Nessa quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,7%), com investidores aguardando a divulgação do PPI de abril após o CPI vir acima do esperado no dia anterior. O mercado segue sustentado pela tese de inteligência artificial e pela resiliência dos lucros corporativos. O movimento recente, contudo, continua condicionado às tensões no Oriente Médio, após Donald Trump voltar a endurecer o discurso contra o Irã e classificar o cessar-fogo como “extremamente frágil”.
Na Europa, as bolsas operavam em alta (Stoxx 600: +0,4%) após a forte aversão a risco observada na sessão anterior, enquanto os yields dos gilts britânicos recuavam diante de uma estabilização parcial do cenário político no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer rejeitou novamente especulações sobre sua saída, tentando conter a pressão interna após o mau desempenho eleitoral do Partido Trabalhista.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,0%; HSI: +0,2%), com investidores avaliando perspectivas para comércio global e possíveis negociações geopolíticas envolvendo Oriente Médio e tarifas comerciais. No restante da Ásia, os mercados fecharam sem direção única, refletindo o impacto combinado da inflação mais forte nos EUA, das tensões envolvendo Irã e EUA e das expectativas em torno do encontro entre Trump e Xi Jinping, previsto para os próximos dias.
Nos Estados Unidos, o CPI de abril acelerou para 3,8% em 12 meses — o maior patamar desde maio de 2023 —, puxado principalmente pelos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio. O resultado praticamente eliminou as apostas de corte de juros pelo Fed em 2026, com contratos futuros passando a precificar alguma probabilidade de alta. Paralelamente, o Senado americano confirmou Kevin Warsh como membro do conselho de governadores do Fed, com votação para presidente do banco central prevista para hoje.
IBOVESPA -0,86% | 180.342 Pontos. CÂMBIO +0,01% | 4,89/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,9%, aos 180.342 pontos, em uma sessão de maior aversão a risco, pressionada pelas tensões persistentes no Oriente Médio e por dados de inflação mais fortes no Brasil e nos EUA, o que pesou especialmente sobre as ações mais sensíveis a juros.
Braskem (BRKM5, +29,0%) registrou sua melhor sessão desde maio de 2023, após um banco de investimentos elevar a recomendação do papel. Na ponta negativa, Natura (NATU3, -5,6%) recuou após divulgar resultados do 1T26 abaixo do esperado.
Na agenda desta quarta-feira, o destaque macro fica para a divulgação do PPI nos EUA e do PIB do primeiro trimestre da Zona do Euro. No micro, o mercado acompanha os resultados de Banco do Brasil, Boa Safra, Braskem, CSN Mineração, CSN, Eneva, entre outros.
Renda Fixa
Os juros futuros avançaram na terça-feira, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã, petróleo Brent em alta de cerca de 4% a US$ 107,77 e dados de inflação mais fortes no núcleo tanto nos EUA (CPI) quanto no Brasil, aumentando a percepção de que o aperto monetário pode durar mais tempo. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,99% (+4 bps), a T-note de 10 anos em 4,46% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (+5 bps). No Brasil, a curva de DIs teve ganho de inclinação, com o DI jan/27 fechando em 14,12% (+1 bp), o DI jan/29 em 13,75% (+5 bps) e o DI jan/31 em 13,82% (+5 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de terça‑feira com queda marginal de 0,09%, aos 3.865,24 pontos, dando continuidade ao movimento de correção observado no pregão anterior, em uma sessão marcada pela divulgação de dados de inflação e pela piora do cenário geopolítico, à medida que os juros avançaram.
Entre os segmentos, os FIIs de Tijolo fecharam praticamente estáveis, com variação de 0,00%. Os fundos de Shoppings foram o destaque positivo, com alta de 0,73%, enquanto Lajes Corporativas recuaram 0,80% e Ativos Logísticos cederam 0,14%. Os Fundos de Recebíveis, principal componente do índice, registraram queda de 0,10%, reforçando seu perfil mais defensivo e menos volátil em relação aos segmentos de tijolo. Os Fundos de Fundos apresentaram a maior queda do dia, com recuo de 1,57%, enquanto os Híbridos caíram 0,28%.
Nos destaques individuais, o VGHF11 liderou as altas, com valorização de 2,7%, em movimento de recuperação parcial após a forte queda de 7,1% no pregão anterior, seguido por RZTR11 (+2,2%) e BRCO11 (+2,0%). Entre as maiores quedas, o CACR11 recuou mais 5,0%, acumulando desvalorização superior a 55% desde o anúncio da suspensão de dividendos. O HFOF11 cedeu 3,0% e o VILG11 encerrou o pregão com queda de 2,9%.
Economia
No Brasil, o IPCA de abril avançou 0,67%, em linha com as expectativas, mas com composição ligeiramente pior do que o esperado. Serviços subjacentes e alimentos surpreenderam para cima. Mantemos nossa projeção de IPCA em 5,3% para 2026 e esperamos cortes de 0,25 p.p. nas próximas reuniões do Copom, levando a Selic a 13,75%.
Na agenda de hoje, destaque para o PPI de abril nos EUA e para a Pesquisa Mensal do Comércio de março no Brasil, na qual esperamos alta de 0,2% para o varejo restrito e estabilidade (0,0%) para o ampliado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)