Ministro Nunes Marques assume a presidência do TSE e faz uma defesa da urna eletrônica
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(Brasília-DF, 12/05/2026) Na noite desta terça-feira, 12, como foi informado pela Política Real, o ministro Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele assumiu no lugar da ministra Cármen Lúcia. O ministro André Mendonça, todos do Supremo Tribunal Federal, assumiu o cargo de vice presidente do TSE, ele que foi eleito junto com Nunes Marques. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, assim como o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, estiveram presentes.
Nunes Marques dedicou uma parte relevante de seu discurso à defesa da urna eletrônica e do sistema de votação brasileiro, amplamente atacados nas últimas eleições gerais — e sobre os quais jamais recaiu qualquer suspeita real de manipulação.
Ele destacou que a urna é patrimônio institucional da democracia brasileira, que permite ao país ter um dos sistemas mais avançados do mundo para recepção, apuração e divulgação de votos. O ministro afirmou que esse sistema deve ser constantemente aperfeiçoado.
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“Cabe à Justiça Eleitoral preservar e fortalecer a confiança em torno do sistema de votação. Acredito na sabedoria do povo e reputo que o coração da democracia está em confiar no voto direto, ainda que, individualmente, essa escolha possa não parecer sábia.”
Por fim, o ministro prometeu combater distorções potencialmente amplificadas pelo uso nocivo da inteligência artificial, ponderando que esse instrumento também pode servir para se obter maior transparência, fortalecimento e fiscalização da cidadania.
Segundo Nunes Marques, um dos inúmeros desafios das Eleições 2026 é o de fiscalizar o uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas. “Devemos estar atentos às novas tecnologias, que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Refiro-me, em especial, ao perigo potencial do uso desordenado das ferramentas de inteligência artificial. Essa transformação amplia vozes, fortalece o pluralismo e a democracia, o acesso ao debate público e, ao mesmo tempo, impõe novas responsabilidades institucionais, cívicas e éticas”, alertou.
Para o ministro, a desinformação deliberada e a manipulação do debate público representam ameaças reais à democracia. Por outro lado, a tecnologia pode servir à transparência, à fiscalização e ao fortalecimento da cidadania. “O futuro da nossa democracia não será delineado por máquinas, mas pelos milhões de brasileiras e brasileiros que depositam nas urnas sua mensagem de esperança, traduzida no voto direto, secreto, universal e periódico. Proteger a democracia significa também ampliar o acesso à participação política e remover barreiras históricas ao exercício da cidadania", afirmou.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)