31 de julho de 2025
BRAZILIAN WEEK

Michel Temer diz que vivemos momento de radicalização e não de polarização; Temer defendeu que o Brasil precisa preservar o otimismo mesmo diante de desafios econômicos como inflação elevada e juros altos

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Por Politica Real com agências
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Michel Temer no LIDE Foto: Vanessa Carvalho/LIDE)

(Brasília-DF, 12/05/2026). Esta semana é dedicada ao chamado evento “Brazilian Week” na cidade de Nova York. Vários eventos estão sendo realizados patrocinados por instituições como a CNI, o grupo Esfera e a LIDE, entre outros grupos e empresas, sempre envolvendo o futuro das relações Brasil e Estados Unidos, notadamente voltado para a cena econômica. Alguns presidenciáveis estão em Nova York e a semana promete ser intensa por lá.

Hoje, 12, o ex-presidente Michel Temer defendeu a construção de um ambiente de maior conciliação política no Brasil e afirmou que o país atravessa um momento de “radicalização” — e não apenas de polarização ideológica. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no LIDE Brazil Investment Forum, evento realizado pelo LIDE nos Estados Unidos.

Para Temer, a sociedade brasileira demonstra sinais de desgaste diante do cenário político atual e tende a apoiar propostas que priorizem a união institucional.

“As pessoas estão cansadas da polarização, que é um embate de ideias e conceitos e projetos, mas cansadas da radicalização. O que se deu no Brasil hoje foi radicalização e não polarização de ideias”, afirmou.

O ex-presidente sugeriu, inclusive, que o futuro presidente da República convoque um pacto nacional logo nos primeiros dias de governo. Segundo ele, a medida poderia envolver os Poderes, representantes da oposição e entidades da sociedade civil em torno de uma agenda de estabilidade institucional. “Você deveria anunciar ao povo brasileiro que no terceiro ou quarto dia do seu governo vai chamar os dois poderes, vai chamar a oposição, vai chamar as entidades, a sociedade civil e dizer: vamos fazer um grande pacto republicano pelo país”, declarou.

Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Temer evitou antecipar qualquer prognóstico e ressaltou que as pesquisas ainda refletem um momento passageiro da disputa.

“A pesquisa de hoje não é a pesquisa de amanhã”, disse. Questionado sobre uma eventual volta à vida pública, descartou a possibilidade. “Eu já fiz o que tinha que fazer”, afirmou.

Durante a coletiva, Temer também comentou investigações envolvendo o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, e criticou o que chamou de cultura de “pré-condenação” no país. Segundo ele, acusações e investigações não podem substituir o devido processo legal. “Bastou registrar que alguém está envolvido em alguma coisa, já está pré-condenado. É um defeito, lamento dizê-lo, do nosso sistema”, declarou.

Temer também elogiou a atuação do Itamaraty e do chanceler Mauro Vieira, destacando a tradição diplomática brasileira e o papel estratégico da política externa. “Eu sempre acreditei muito nela”, afirmou ao comentar o trabalho conduzido pelo ministério.

ECONOMIA

O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, em Nova York, que o Brasil precisa preservar o otimismo mesmo diante de desafios econômicos como inflação elevada e juros altos. A declaração foi feita durante a 15ª edição do Brazil Investment Forum, promovido pelo LIDE, como parte da programação da Brazilian Week.

Ao analisar o atual momento econômico do país, Temer comparou o cenário ao período em que assumiu a Presidência da República.

"Nós estamos hoje na mesma situação no momento em que eu assumi o governo. Você vê que nós estamos com inflação alta, juros altos, mas nós temos que manter o otimismo, porque o Brasil é o país das oportunidades”, declarou o ex-presidente diante de empresários, investidores e lideranças políticas presentes no encontro.

Durante sua participação, Michel Temer destacou ainda a importância da cooperação entre o setor público e a iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento econômico. Segundo ele, apesar das divergências naturais existentes em uma democracia, o Brasil mantém uma relação de forte integração entre empresários e autoridades públicas. “Divergência faz parte da democracia”, afirmou.

( da  redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)