Alessandro Vieira viu avanço na apresentação do o programa "Brasil contra o Crime Organizado" pois governo viu necessidade de grande investimento publico neste enfrentamento
Ele disse que é momento de aguardar e avaliar
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(Brasília-DF, 12/05/05/2026) Nesta terça-feira, 12, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, comentou o programa "Brasil contra o Crime Organizado", lançado pelo governo federal.
O senador reconheceu o avanço, mas ressaltou que o sucesso das medidas depende da garantia de recursos efetivos e da execução prática das ações anunciadas.
"É um momento importante onde o governo federal reconhece que o investimento tem que ser maciço, como a gente tinha apontado no relatório da CPI e também no PL Antifacção. Sem recurso, sem orçamento, só resta discurso", afirmou Vieira.
O programa federal prevê ações estruturadas em quatro frentes: asfixia financeira das facções, combate ao tráfico de armas, esclarecimento de homicídios e fortalecimento do sistema prisional. A primeira fase conta com previsão de R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 1,065 bilhão de investimento direto da União e R$ 10 bilhões em financiamentos via BNDES para estados e municípios.
Alessandro chamou atenção justamente para esse ponto. Segundo ele, a maior parte dos recursos anunciados ainda depende de financiamento e precisa ter critérios e condições detalhadas pelo governo federal.
“É importante observar que só uma parte disso é orçamento da União. A maior parte, R$ 10 bilhões, corresponde a financiamentos. As condições precisam ser esclarecidas e explicitadas”, pontuou.
Na avaliação de Alessandro, o anúncio também reacende o debate sobre a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa feita durante a campanha presidencial e ainda não concretizada.
"Ainda existe a expectativa da possível criação, finalmente, do Ministério da Segurança Pública, uma promessa de campanha que atravessou o governo inteiro sem ser cumprida", declarou.
O parlamentar afirmou que vai acompanhar a implementação das medidas e cobrará transparência sobre a aplicação dos recursos e os resultados efetivos no enfrentamento ao crime organizado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)