31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil o destaque será a a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: arquivo da Politica Real

(Brasília-DF, 07/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março será o destaque da agenda doméstica.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), após mais uma sessão de forte alta, impulsionada pelo avanço das negociações entre EUA e Irã. O mercado reagiu positivamente às notícias de que Washington e Teerã estariam próximos de um memorando preliminar para encerrar o conflito e retomar discussões nucleares. Ainda assim, Donald Trump voltou a endurecer o discurso, ameaçando retomar ataques caso o Irã rejeite o acordo.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pelo segmento de oil & gas com recente queda do petróleo. O movimento foi impulsionado pela percepção de redução do risco de interrupção prolongada no Estreito de Ormuz. No corporativo, destaque para Novo Nordisk, que elevou guidance após desempenho acima do esperado de seus medicamentos para perda de peso.

Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,5%; HSI: +1,6%).  No restante da Ásia, o destaque foi o Japão, com o Nikkei (+5,0%) ultrapassando pela primeira vez os 62 mil pontos, impulsionado por tecnologia, materiais básicos e setor financeiro. SoftBank Group (+18%) esteve entre os destaques, enquanto empresas ligadas a semicondutores também registraram fortes ganhos.

IBOVESPA +0,50% | 187.690 Pontos.  CÂMBIO +0,06% | 4,92/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 0,5%, aos 187.691 pontos, registrando o segundo avanço consecutivo e fechando no maior nível desde 28 de abril. O movimento foi sustentado por melhora do apetite por risco, em meio à expectativa de um possível acordo entre EUA e Irã, além de uma leitura positiva da temporada de resultados em nomes específicos.

 

C&A (CEAB3, +6,6%) liderou os ganhos do índice, se beneficiando do fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -8,2%) caiu após resultados abaixo das expectativas. As petroleiras também ficaram no campo negativo, com Prio (PRIO3, -4,6%), Petrobras (PETR3, -4,2%; PETR4, -3,2%), PetroReconcavo (RECV3, -2,3%) e Brava (BRAV3, -2,2%), pressionadas pela queda do petróleo.

 

Na agenda de resultados, destaque para B3, Sabesp, Cemig, Rumo, Allos, Lojas Renner, Engie Brasil, Caixa Seguridade, Fleury, Vivara, PetroReconcavo, Magazine Luiza, Yduqs e Azzas 2154.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram novamente nesta quarta-feira, com Treasuries e DIs reagindo ao tombo do petróleo e ao maior otimismo com o possível fim da guerra no Oriente Médio, após declarações de Donald Trump e sinais de reabertura do Estreito de Ormuz. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,87% (-7 bps), a T Note de 10 anos em 4,35% (-7 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,94% (-5 bps). No Brasil, a curva de DIs fechou em forte queda, com maior alívio no trecho intermediário e apoio das expectativas de corte da Selic e da visão construtiva para prefixados: o DI jan/27 fechou em 14,06% (-9 bps), o DI jan/29 em 13,52% (-19 bps) e o DI jan/31 em 13,61% (-15 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta‑feira em alta, após duas sessões consecutivas de queda, ao avançar 0,6% e fechar aos 3.913,96 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho dos Fundos de Recebíveis, que subiram 0,80% no dia. Os Fundos Híbridos também apresentaram forte valorização, com alta de 1,20%.

No segmento de tijolo, o movimento foi positivo, com avanço de 0,37%, sustentado por Ativos Logísticos (+0,59%), Lajes Corporativas (+0,55%) e Shoppings (+0,07%). Os Fundos de Fundos registraram ganho mais moderado, de 0,10%, enquanto Multiestratégia avançou 0,26%.

Sobressaíram TGAR11 (+3,9%), HSLG11 (+3,0%) e KNRI11 (+2,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-9,0%), TRBL11 (-4,0%) e HCTR11 (-3,3%).

Economia

A perspectiva de encerramento do conflito entre EUA e Irã dominou o noticiário global ontem. A Casa Branca apresentou a Teerã um memorando de entendimento com a previsão de reabertura gradual do Estreito de Ormuz e fim do bloqueio naval a portos iranianos. O presidente Trump afirmou que o conflito tem “grandes chances de terminar” antes de sua viagem para a China, na próxima semana, e que o Irã aceitou abrir mão de seu programa de armamento nuclear. O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,5% ontem, para US$ 101,5 por barril. 

Nesta manhã, divulgamos o relatório Brasil Macro Mensal, que traz projeções para as principais variáveis da economia doméstica. Entre os destaques, a previsão de taxa de câmbio ao final de 2026 foi revisada de 5,30 para 5,00 reais por dólar, refletindo a posição do Brasil como “vencedor relativo” no atual cenário geopolítico. Apesar disso, elevamos a projeção para o IPCA de 2026, de 5,1% para 5,3%, em linha com a piora disseminada na inflação corrente e impactos adicionais da guerra no Oriente Médio. Para 2027, mantivemos a projeção em 4,0%. Em relação à política monetária, prevemos mais três cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic este ano, para 13,75% (antes: 13,50%), seguidos por uma pausa. A nosso ver, a postura atual mais cautelosa do Banco Central e a expectativa de reformas fiscais mantêm o espaço para cortes em 2027, com a taxa básica de juros atingindo 11,50%. Para acessar o relatório completo, clique aqui. 

Hoje, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março será o destaque da agenda doméstica. Segundo nossas estimativas, a produção da indústria geral ficou estável em relação a fevereiro, mas aumentou de forma expressiva no 1º trimestre deste ano. A indústria extrativa vem crescendo substancialmente, na esteira da maior produção de petróleo, enquanto a indústria de transformação se recuperou no início de 2026 após resultados fracos no final de 2025. Além disso, atenções voltadas para a reunião entre os presidentes Trump e Lula em Washington. Os líderes devem tratar de temas como segurança e economia.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)