31 de julho de 2025
INDÚSTRIA

Produção industrial cresceu 0,1% em março, terceira taxa positiva consecutiva, informa PIM Brasil do IBGE

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Por Política Real com assessoria
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(Brasília-DF, 07/05/2026) Na manhã desta quinta-feira, 07, o IBGE divulgou a sua Pesquisa PIM Brasil com a produção industrial nacional de março de 2026, que mostrou variação positiva de 0,1% frente a fevereiro, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,1%.

Em relação a março do ano passado, a indústria ampliou a produção em 4,3%, após recuar 0,7% em fevereiro e avançar 0,2% em janeiro de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). O acumulado do ano ficou em 1,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,4%. A média móvel trimestral em março foi de 1,0%.

Na variação positiva de 0,1% da atividade industrial na passagem de fevereiro para março de 2026, as quatro grandes categorias econômicas e 8 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1,0%).

Por outro lado, entre as dezesseis atividades que mostraram recuo na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a magnitude de queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%). É importante apontar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (1,7%) assinalou a expansão mais elevada em março de 2026 e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, período em que acumulou crescimento de 9,9%. Os setores produtores de bens de capital (0,6%), de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também mostraram resultados positivos neste mês, com todos apontando o terceiro mês seguido de avanço na produção, período em que acumularam ganhos de 6,4%, 4,1% e 2,4%, respectivamente.

Média móvel foi de 1,0% no trimestre encerrado em março

A evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou crescimento de 1,0% no trimestre encerrado em março de 2026 frente ao nível do mês anterior e intensificou o ritmo na comparação com os resultados dos dois primeiros meses do ano: fevereiro (0,3%) e janeiro (0,0%) de 2026.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (3,1%) e bens de capital (2,1%) assinalaram as taxas positivas mais acentuadas em março de 2026, com a primeira marcando o segundo resultado positivo consecutivo e acumulando ganho de 4,0% nesse período; e a segunda interrompendo a trajetória predominantemente descendente iniciada em março de 2025. Os setores produtores de bens intermediários (1,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) também mostraram expansão neste mês, com o primeiro intensificando o crescimento registrado no mês anterior (0,5%), quando interrompeu quatro meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 1,9%; e o segundo permanecendo com a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)