31 de julho de 2025
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Manifesto do PT faz acenos ao centro defendendo reforma do Judiciário e Administrativa; PT encerrou seu 8º Congresso Nacional

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Por Politica Real com agências
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Fernando Haddad foi um dos últimos a falar no Congresso do PT Foto: Ag PT

(Brasília-DF, 26/04/2026). Foi encerrado neste domingo, 26, depois de três dias de evento, o 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Muito se esperava uma posição do partido neste ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar mais uma disputa presidencial que se mostra difícil e que será decidida pelo chamado voto independente.

“A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional. O papel do Brasil impacta diretamente a correlação de forças na América Latina e no mundo”, diz o documento Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”.

O PT, no documento, propõe sete reformas estruturais para a construção de um novo pacto de desenvolvimento nacional que possa superar a fragmentação política do país, gestado a partir de uma “concertação social ampla”, com participação da classe trabalhadora e da classe empresarial comprometida com a nação.

As sete reformas – político-eleitoral, tributária (pela justiça tributária e contra a concentração da renda), do Judiciário, tecnológica (soberania digital e produtiva), administrativa (reconstrução da capacidade pública), reforma agrária (pela soberania alimentar) e reforma da comunicação (combate aos monopólios do setor) estariam ancoradas em três ideias centrais: a capacidade do Estado para definir investimentos e políticas públicas; a distribuição das riquezas e a transição tecnológica/ambiental com foco na soberania.

O PT entende que essas reformas estruturantes pavimentam um caminho de futuro que o Brasil já começou a trilhar. “Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso. E exigem que o Brasil dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado de conquistas e apresente e implemente um projeto de futuro para as próximas gerações”, diz o manifesto.

Lula, o líder mais preparado

O PT destaca a experiência, a representatividade e a legitimidade internacional do presidente Lula, além de seu apreço à democracia. Lula é sem dúvida o líder político democrático mais preparado para enfrentar a extrema-direita e assegurar os direitos e a soberania do Brasil.

“O Presidente Lula se mostrou, neste mandato, como o líder mais preparado possível para resolver crises e situações de emergência. Da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul ao tarifaço unilateral de Donald Trump contra o Brasil, o Presidente Lula prontamente atuou em todas as crises que se apresentaram para preservar vidas, empregos e empresas brasileiras. A mesma rápida resposta ocorreu com as queimadas no Centro-Oeste e deslizamentos em Minas Gerais, assim como com a contenção da alta do preço do diesel, diante do contexto de Guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. A atuação de Lula é oposta a do governo anterior, que diante da pandemia permitiu que o país chegasse à marca de 700 mil mortos, e foi considerada a pior gestão do mundo durante a Covid-19”, destaca o manifesto.

Transição geracional

Ao reconhecer a necessidade de atualização de seu projeto diante dos desafios da atual conjuntura global, o PT também reconheceu a importância da transição geracional e da garantia de espaço da juventude na definição deste plano de futuro.

 “É urgente que, no próximo período, o PT institua a permanente transição geracional, limitando o número de mandatos nas suas instâncias —  no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância —, e garantindo no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação”, diz o texto.

 O momento, enfatizou o Partido dos Trabalhadores, exige que os compromissos históricos sejam renovados: “Mais do que nunca temos de reafirmar nosso compromisso com o socialismo, e com um mundo democrático, de paz e de igualdade de direitos”.

 

( da redação com informações da Ag. PT Edição: Política Real)