A preocupação de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro foi às redes sociais dizer que estava feliz como vem sendo tratado na condição pré-candidato presidencial, o contato nas ruas, mas falou da sua grande preocupação
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(Brasília-DF) A gente que se acha crescido e educado gostaria de discutir o futuro do país, como vai ficar nosso país nessa história de mundo maluco que vivemos, como nossos filhos, filhas, netos e netas vão enfrentar isso tudo, mas as coisas miúdas, em tempo de redes sociais, nos obrigam a sermos miúdos.
Nesse momento em que se fala dos efeitos da guerra no Oriente Médio, das dificuldades do presidente Lula frente sua nova aventura eleitoral, o maior escândalo financeiro do país, a nova Lava Jato, o STF vivendo o dilema da coisificação depois de ter chegando ao Olimpo das instituições, o que está chamando atenção é a crise na ultra direita.
O filho que colocava o celular para divulgar Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, anunciou que vai criar um index da direita que não apoia seu irmão Flávio Bolsonaro. O líder das redes sociais que anima a Geração Z da turma extremosa, Nikolas Ferreira, não para de se desentender com Eduardo Bolsonaro, o exilado, e agora ridicularizou nas redes sociais o vereador Jair Renan Bolsonaro. Há pouco tempo a governadora Celina Leão, do DF, disse que Flávio Bolsonaro tinha que pedir perdão para sua amiga Michelle Bolsonaro.
Nesse último sábado, o presidente nacional do Partido Liberal, o veterano Valdemar Costa Neto, disse que Flávio Bolsonaro tinha que unir o PL. Para completar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o preterido, disse em fala pública que o Brasil deveria deixar de lado as velhas lideranças. Ora bolas, ele fala, na prática, contra Lula, Ronaldo Caiado, que esteve na primeira disputa presidencial depois da ditadura, em 1989, e o próprio Flávio Bolsonaro, que fala publicamente que é o Bolsonaro na presidência.
Flávio Bolsonaro foi às redes sociais dizer que estava feliz como vem sendo tratado na condição pré-candidato presidencial, o contato nas ruas, mas falou da sua grande preocupação.
“Diante de tantas boas notícias, uma coisa continua me preocupando: as provocações e cobranças dentro do nosso próprio time.
Preciso muito de todos me defendendo das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles.
Mas fica aqui meu pedido sincero: não precisa “pressionar” ninguém ou me “defender” de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República”, disse.
Já disse por aqui ou nos meus comentários políticos nas redes sociais e nas mais de centena de rádios que os veiculam que a soberba é má-conselheira.
O Brasil é conhecidamente conservador que não gosta das extremidades. Essa turma é que decide eleições.
Lula que tem dificuldades de sobra pela frente, especialmente com os jovens e com as pessoas que não conseguem ver mérito no que ele vem entregando, só ganha com essa postura do grupo que se apresenta como o mais forte para retirá-lo do poder.
Existe um sentimento muito forte no país, o antipetismo, que é mais que o antilulismo, acredite, mas na hora de decidir o nosso povo vai avaliar o que é melhor, mudar por mudar ou ficar o que já sabe como é?
É fundamental que essa turma se mostre apta para ter o que entregar para essa gente. As pessoas, se elas ficarem com muitas dívidas sobre o que virá, podem simplesmente se negarem a querer mudar por mudar.
Essa direita mais extremosa que luta para ser vista só como direita precisa efetivamente enfrentar tamanho dilema. Lembrando o Mito da Caverna de Platão, as sombras tem que dar certezas e não dúvidas. Por enquanto, só dúvidas!
Por Genésio Araújo Jr. jornalista.
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