31 de julho de 2025
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Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump foram retirados às pressas após tiros em hotel; atirador foi preso e ninguém saiu ferido

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Por Politica Real com agências
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Trump em hotel no momento que são ouvidos os tiros Foto: imagem de streaming

Com agências.

(Brasília-DF, 26/04/2026)   Na noite desse sábado, 25, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump foram retirados às pressas de um jantar com jornalistas em Washington após um homem trocar tiros com seguranças na entrada do evento.

Não houve feridos. Mais tarde, Trump descreveu o ocorrido como um ataque de um "aspirante a assassino".

O suspeito havia avançado por um posto de segurança do lado de fora do salão do hotel Washington Hilton, e chegou a alvejar um agente do Serviço Secreto com uma espingarda antes de ser imobilizado e detido.

Do lado de dentro do salão estavam reunidos cerca de 2,6 mil convidados, entre eles altos funcionários do governo.

Imagens de circuito interno de TV divulgadas por Trump na plataforma Truth Social mostraram o suspeito correndo rapidamente por um posto de segurança, pegando momentaneamente os agentes de surpresa antes de eles sacarem suas armas.

Cenas de caos

Imagens de vídeo mostram Trump e a esposa sentados a uma mesa no palco, conversando com alguém, quando uma confusão na parte de trás do salão — provocada pelo som de tiros — desencadeia uma onda de medo pelo ambiente.

Pessoas começaram a gritar "abaixem-se, abaixem-se!". Convidados em trajes de gala se esconderam debaixo das mesas enquanto agentes de segurança sacavam suas armas. Alguns empurraram funcionários do governo para o chão e os protegeram com os próprios corpos, enquanto outros formaram um cordão de proteção.

Agentes de segurança usando uniformes de combate invadiram o palco, apontando fuzis para o salão, enquanto Trump, sua esposa e Vance eram retirados do local. Integrantes do gabinete que estavam sentados em mesas espalhadas pelo enorme salão foram escoltados para fora, um a um, por suas equipes de segurança.

Enquanto a maioria dos convidados se aglomerava sob as mesas, algumas pessoas começaram a entoar gritos de "USA, USA!".

Trump permaneceu nos bastidores por cerca de uma hora após ser retirado às pressas do palco, disse uma fonte as agências.

Suspeito teria agido sozinho

Ainda não está claro se Trump era de fato o alvo do ataque, mas ele afirmou a repórteres depois acreditar que sim.

"Um homem avançou contra um posto de segurança armado com várias armas e foi neutralizado por alguns membros muito corajosos do Serviço Secreto", declarou em uma coletiva de imprensa na Casa Branca momentos depois do incidente.

Segundo o presidente, o agente do Serviço Secreto alvejado usava colete de balas, não se feriu e passa bem.

"Eles parecem acreditar que ele agiu sozinho, e eu também acho isso", acrescentou, depois de publicar um vídeo do atirador furando o bloqueio de segurança.

Trump concedeu a entrevista coletiva ao lado do vice-presidente JD Vance e outros membros do gabinete.

O suspeito foi identificado como um morador da Califórnia de 31 anos de idade.

Além da espingarda, ele portava uma arma de fogo de cano curto e diversas facas, informou o chefe interino da Polícia de Washington, Jeffery Carroll. Cole Tomas Allen, segundo a imprensa americana.

Segundo o policial, o suspeito foi levado ao hospital, mas ainda era muito cedo para dizer qual foi a motivação para o crime. Ele não teria sido alvejado por nenhum tiro.

Acredita-se que ele estava hospedado no hotel, acrescentou Carroll.

O ataque aconteceu por volta das 20h35 do horário local (21h35 do Brasil), pouco antes de Trump discursar.

Allen recebeu tratamento hospitalar após o incidente e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Ele irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.

Um dos focos da investigação deve ser como o atirador conseguiu contrabandear a espingarda para dentro do hotel, que sedia o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento de destaque no calendário social de Washington.

Convidados do evento afirmam que só precisavam passar por uma revista de segurança ao entrar no salão do jantar, mas não na entrada do hotel.

O evento de gala contou com a presença de muitos integrantes do gabinete de Trump e de outros altos funcionários da administração, sob forte esquema de segurança. Foi a primeira vez que Trump participou do evento como presidente, após tê-lo boicotado em anos anteriores.

O local do jantar já havia sido palco de uma tentativa de assassinato contra o presidente Ronald Reagan, baleado e ferido do lado de fora do hotel em 1981.

( da redação com agências. Edição: Política Real)