31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor de serviços avançou 0,1% em fevereiro, informa IBGE; mercado estimava um crescimento de 0,5%

Veja os comparativos

Por Política Real com assessoria
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IBGE serviços Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 14/04/2026) Na manhã desta terça-feira, 14, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente a fevereiro.

O volume de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,1% frente a janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal.  O mercado esperava um crescimento de 0,5%

Dessa forma, o setor de serviços está 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala, em fevereiro de 2026, o topo da série histórica, previamente alcançado em novembro de 2025. Frente a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, seu 23º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos dois primeiros meses do ano foi de 1,9%. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,7%, reduzindo o ritmo de expansão frente a janeiro (3,0%).

A alta do volume de serviços (0,1%), na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os serviços de informação e comunicação (1,1%) e para os transportes (0,6%), com o primeiro acumulando um ganho de 5,0% nos últimos três meses; e o último avançando 0,9% frente a dezembro de 2025. A outra expansão do mês ficou com os serviços prestados às famílias (1,4%), que se recuperou da perda de 0,5% registrada em janeiro e assinalou a taxa mais intensa desde março de 2025 (1,8%). Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) registraram a terceira taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de -0,7%. Também no campo negativo, os outros serviços (-0,4%) devolveram parte do ganho observado no mês anterior (3,6%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, apenas duas das cinco atividades mostraram comportamento positivo, com destaque para informação e comunicação (1,6%), seguido pelos serviços prestados às famílias (0,5%). Em sentido oposto, transportes (-0,7%); outros serviços (-0,4%); e os profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) mostraram os recuos neste tipo de indicador.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços apontou expansão de 0,5% em fevereiro de 2026, vigésimo terceiro resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 44,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

13 das 27 unidades da federação têm expansão no volume de serviços em fevereiro

Regionalmente, pouco menos da metade (13) das 27 unidades da federação assinalou expansão no volume de serviços em fevereiro de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, a despeito da ligeira variação positiva observada no resultado do Brasil (0,1%) – série ajustada sazonalmente. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (1,0%), seguido por Bahia (1,7%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Mato Grosso do Sul (4,2%). Em contrapartida, São Paulo (-0,4%) exerceu a principal influência negativa do mês, seguido por Mato Grosso (-1,3%), Pará (-1,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Alagoas (-2,3%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a expansão do volume de serviços no Brasil (0,5%) foi acompanhada por apenas 9 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (3,7%), seguido por Distrito Federal (4,5) e Mato Grosso (2,7%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (-3,6%) liderou as perdas do mês, seguido por Minas Gerais (-3,7%), Paraná (-3,8%) e Ceará (-7,4%).

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,9%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 15 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (4,8%), seguido por Mato Grosso (18,4%) e Distrito Federal (8,3%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-3,4%), Minas Gerais (-2,5%) e Paraná (-2,5%) registraram as influências negativas mais importantes sobre índice nacional.

Após terceiro resultado negativo, atividades turísticas acumulam queda de 1,7%

Em fevereiro de 2026, o índice de atividades turísticas apontou retração de 0,9% frente ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 1,7%. Com isso, o segmento de turismo encontra-se 11,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em fevereiro de 2026, 2,0% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Regionalmente, dez dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-0,9%). A influência negativa mais relevante ficou com o São Paulo (-1,8%), seguido por Pará (-11,2%), Rio de Janeiro (-0,5%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Ceará (-2,6%). Em sentido oposto, Rio Grande do Norte (13,7%) liderou os ganhos do turismo neste mês, seguido por Bahia (1,3%) e Pernambuco (2,1%).

No indicador acumulado do primeiro bimestre de 2026, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 3,0% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de serviços de catering, bufê e de comida preparada; restaurantes; serviços de reservas relacionados a hospedagens; transporte aéreo de passageiros; e hotéis. Regionalmente, dez dos dezessete locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos do Rio de Janeiro (13,8%) e de São Paulo (3,2%), seguidos por Bahia (6,7%), Pará (10,1%) e Amazonas (9,9%). Em sentido oposto, Minas Gerais (-6,2%) liderou as perdas do turismo, seguido por Santa Catarina (-4,6%) e Pernambuco (-4,9%).

Transporte de passageiros fica estável e transporte de cargas cresce 0,9%

Em fevereiro de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou estabilidade (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter assinalado três quedas consecutivas, período em que acumulou uma perda de 4,9%. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 6,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 18,2% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas mostrou crescimento de 0,9% em fevereiro de 2026, após ter recuado por dois meses seguidos, período em que acumulou perda de 1,9%. Dessa forma, o segmento situa-se 3,9% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 38,8% acima de fevereiro 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros recuou 4,0% em fevereiro de 2026, interrompendo uma sequência de dezessete resultados positivos seguidos; ao passo que o transporte de cargas apontou retração de 0,7%, no mesmo tipo de confronto, e de forma análoga, pôs fim a uma sequência de nove avanços consecutivos.

No indicador acumulado do primeiro bimestre deste ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 1,2% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas avançou 0,7% no mesmo intervalo investigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)_