31 de julho de 2025
ECONOMIA

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil  atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro.

Veja mais:

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,3%), dando continuidade ao movimento positivo após uma sessão resiliente na véspera. Os principais índices avançaram mesmo diante da escalada geopolítica, com o mercado voltando a precificar um possível acordo entre EUA e Irã, o que levou o S&P 500 a recuperar todas as perdas acumuladas desde o início do conflito. No radar, destaque para o início da temporada de resultados dos grandes bancos, com JPMorgan Chase e Wells Fargo divulgando números hoje.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,6%), refletindo o otimismo com a possível retomada das negociações entre EUA e Irã. O movimento é amplo, com a maioria dos setores no positivo. No corporativo, destaque para a Novo Nordisk (+2%), após anunciar parceria com a OpenAI para acelerar o desenvolvimento de medicamentos via inteligência artificial. Por outro lado, a LVMH segue pressionada após resultados abaixo do esperado.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,8%; CSI 300: +1,2%), acompanhando o tom mais construtivo global. No restante da região, o movimento foi positivo, com o Nikkei subindo 2,4% e o Kospi +2,7%. No macro, destaque negativo para os dados de comércio exterior da China, com exportações crescendo apenas 2,5% A/A em março, bem abaixo das expectativas (8,6%), refletindo o impacto do aumento dos custos de energia e commodities sobre a atividade.

IBOVESPA +0,34% | 198.000 Pontos.   CÂMBIO +0,03% | 5,02/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,3%, aos 198.000 pontos, renovando novamente máximas históricas e se aproximando da marca de 200 mil pontos. O movimento positivo acompanhou o desempenho dos mercados globais (S&P 500, +1,0%; Nasdaq, +1,1%), que avançaram mesmo com o fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana e o posterior anúncio de um bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz. Durante o dia, Donald Trump afirmou que o Irã novamente expressou interesse em negociar um acordo.

Braskem (BRKM5, +30,1%) liderou os ganhos do dia. O papel acumula uma alta de 30,1% em 2026. Por outro lado, Copasa (CSMG3, -3,7%) apresentou queda de 5,8% nos últimos dois pregões.

Nesta terça-feira, destaque para a divulgação dos dados de inflação ao produtor de março nos EUA.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram queda nos vértices médios e longos nesta segunda‑feira, em uma sessão volátil, mas marcada por algum alívio na aversão ao risco com a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de uma nova reunião presencial antes do fim do cessar‑fogo. Ao longo do dia, os rendimentos dos Treasuries oscilaram entre altas e baixas, à medida que o mercado digeria notícias sobre o conflito no Oriente Médio, o risco de fechamento do estreito de Ormuz e sinais de que Washington e Teerã seguem conversando. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,77% (‑3 bps vs. sexta‑feira), a T‑Note de 10 anos em 4,29% (‑3 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,89% (‑2 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,10% (+4 bps), o DI jan/29 em 13,32% (‑7 bps) e o DI jan/31 em 13,35% (‑7 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em queda de 0,19%, pressionado principalmente pelo desempenho negativo dos Fundos de Tijolo, que recuaram 0,28% no dia. Dentro do segmento, Ativos Logísticos caíram 0,24%, Shoppings recuaram 0,19% e Lajes Corporativas tiveram baixa mais acentuada, de 0,64%. Os Fundos de Recebíveis também contribuíram negativamente, com recuo de 0,10%, enquanto os Híbridos caíram 0,14%. Entre os demais fundos, FOFs apresentaram leve queda de 0,05%, e os fundos Multiestratégia recuaram 0,21%. Dentre os destaques positivos do pregão, chamaram atenção GRUL11 (+3,2%), BLMG11 (+1,6%) e HSAF11 (+1,3%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por XPCI11 (-2,6%), VGRI11 (-2,2%) e WHGR11 (-2,0%).

Economia

No exterior, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio naval a todos os portos do Irã, após o fracasso das negociações de paz realizadas no Paquistão no último final de semana. O preço do petróleo (Brent) subiu cerca de 4,5% e encerrou a sessão ligeiramente abaixo de US$ 100 por barril. Apesar da escalada, os mercados acionários americanos registraram ganhos moderados, com investidores apostando que as partes ainda encontrarão uma saída negociada dentro do período de cessar-fogo em vigor. 

No Brasil, a mediana das projeções para o IPCA de 2026 aumentou de 4,36% para 4,71%, conforme divulgado ontem no Boletim Focus do Banco Central. Há quatro semanas, o mercado esperava inflação de 4,10%. Para 2027, as estimativas também foram revisadas para cima, com a mediana avançando de 3,84% para 3,91%. Essa dinâmica reflete, principalmente, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que impulsionaram os preços do petróleo. Nossa previsão para o IPCA de 2026 subiu para 5,1%.

Na agenda internacional de hoje, destaque para a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de março nos Estados Unidos. A mediana das estimativas indica aumento mensal de 1,1% no índice cheio e de 0,4% na medida de núcleo da inflação, que exclui itens de energia e alimentos (expectativas de 4,6% e 4,1% no acumulado em 12 meses, respectivamente).

No Brasil, atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro. Esperamos que o índice geral de serviços mostre elevação de 0,5% em relação a janeiro, reforçando as estimativas de sólido crescimento do PIB no 1T26.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)