31 de julho de 2025
SEMANA SANTA

Papa Leão XIV, por conta de Israel ter proibido Patriarca Latino de Jerusalém de entrar na Igreja do Santo Sepulcro, disse que é momento de orar pelos que sofrem as consequências de um conflito atroz

Judeus impede cristãos de entrar na Igreja do Santo Sepulcro

Por Politica Real com agências
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Leão XIV na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos Foto: Vatican News

Por Vatican News.

(Brasília-DF, 29/03/2026)    Neste Domingo de Ramos e da Paixão,29,  Papa Leão XIV, antes da oração mariana do Angelus, fez um apelo por quem não está conseguindo "viver plenamente os Ritos" da Semana Santa que acaba de iniciar.

Como aconteceu justamente neste domingo conforme comunicado conjunto divulgado pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e Custódia da Terra Santa, pela "primeira vez em séculos" quando "a Polícia de Israel impediu" o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, "de entrar na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém ao se dirigiam para celebrar a missa doe Domingo de Ramos", como recorda o comunicado. O Papa, então, afirmou:

“Queridos irmãos e irmãs, no início da Semana Santa, estamos mais do que nunca unidos em oração aos cristãos do Oriente Médio, que sofrem as consequências de um conflito atroz e, em muitos casos, não podem viver plenamente os Ritos destes dias santos. Precisamente enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não podemos esquecer quantos hoje participam de forma real no seu sofrimento. A sua provação interpela a consciência de todos. Elevemos a nossa súplica ao Príncipe da Paz, para que sustente os povos feridos pela guerra e abra caminhos concretos de reconciliação e de paz.”

Liturgia

Neste Domingo de Ramos e da Paixão, que dá início à Semana Santa com a liturgia que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, o Papa Leão XIV fez um convite para seguir Cristo, "que se apresenta como Rei da paz", luz do mundo e que permanece firme na mansidão, diante de uma violência que o rodeia, inclusive com o plano de uma condenação à morte:

“Enquanto Jesus percorre o caminho da cruz, coloquemo-nos atrás d’Ele, sigamos os seus passos. E, caminhando com Ele, contemplemos a sua paixão pela humanidade, o seu coração que se parte, a sua vida que se torna dom de amor.”

Em Jesus, Rei da paz, vemos os crucificados da humanidade

O pedido foi feito neste domingo ,29, numa Praça São Pedro que ficou lotada de cerca de 40 mil fiéis. Fiéis que carregavam ramos, de diferentes espécies e tipos, unidos pelo único desejo de caminhar juntos pela mesma fé compartilhada, como foi feito logo no início da celebração: após a bênção dos ramos pelo Pontífice e a proclamação do Evangelho que narra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, a procissão solene com cantos recordou os judeus no tempo de Jesus.

Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Papa recordou Jesus, como Rei da paz, em diferentes circunstâncias, desde quando entrou "em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias", até quando foi "carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas". Em todo momento Jesus "não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade":

"Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue»."

Convidados a olhar para Jesus, "que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade", disse o Papa: mulheres e homens feridos, "sem esperança, doentes, sozinhos". Mas, "sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!".

O clamor à Maria pelos crucificados de hoje

Ao final da homilia,

Leão XIV, ao final da homilia, usou das palavras do Servo de Deus, o bispo italiano Tonino Bello (1935-1993), conhecido como "profeta da paz" e "bispo dos últimos" pelo empenho junto aos pobres e injustiçados, para confiar à Maria Santíssima, "que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje", o seguinte clamor:

"«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (Maria, mulher de nossos dias)."

( da redação com Vatican News. Edição: Política Real)