Lula, na fábrica da CAO-Changan, elogia o papel da China na nova indústria automobilista brasileira, e, em dia de divulgação da Prévia da Inflação, fala do aumento dos gastos das famílias com animais domésticos e com celular
Veja mais
(Brasília-DF, 26/03/2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta quinta-feira ,26, o papel da China no desenvolvimento da indústria automobilística do Brasil. Em discurso na fábrica da CAOA, em Anápolis (GO), o mandatário destacou que a presença chinesa em território nacional "despertou o investimento" em carros.
Segundo Lula, a indústria brasileira começou a fazer investimentos em novos modelos de carro após os chineses "chegarem ao Brasil".
O presidente destacou ainda que investidores procuraram o vice-presidente Geraldo Alckmin e anunciaram um investimento de R$ 190 bilhões até 2030.
“Em 2023 a Caoa anunciou um plano de investimentos de R$ 3 bilhões no Brasil. Ele deveria ser executado em 5 anos, mas com o bom ambiente de negócios no Brasil, foi concluído com antecedência!
Hoje, em parceria com a Changan, a empresa anuncia um novo ciclo de investimentos no Brasil: Mais R$ 5 bilhões nos próximos três anos. Geração de empregos, qualificação profissional, desenvolvimento!
O fortalecimento do setor automotivo é um dos marcos da retomada da indústria brasileira em nossa gestão. Ao todo, as empresas do setor já anunciaram mais de R$ 190 bilhões em aportes no Brasil até 2033.”, disse, Lula.
Co-presidente executivo da Caoa, Carlos Phillipe Luchesi de Oliveira Andrade afirmou que, por apresentar características próprias para a realidade brasileira, o novo modelo da montadora estabelece um novo paradigma para o país. “Apresentamos ao Brasil o primeiro automóvel fabricado pela Caoa Changan em solo brasileiro. Não se trata apenas de um veículo. Trata-se de um marco. Um automóvel com tecnologia global produzido no Brasil por mãos brasileiras e desenvolvido para o Brasil”, destacou o executivo.
“Esse veículo nasce com uma característica fundamental para o Brasil: ele é flex. Isso significa mais eficiência, mais competitividade e total aderência à nossa matriz energética. É a combinação entre tecnologia global e inteligência brasileira. É a prova de que uma empresa 100% brasileira pode produzir veículos com padrão global de qualidade, sofisticação e inovação. É a prova de que o Brasil pode e deve ser protagonista da nova indústria automotiva mundial. São mais de 10 mil colaboradores diretos e mais de 40 mil brasileiros”, continuou Carlos Phillipe Luchesi.
Mais assuntos
O presidente Lula numa fala sem documento lido, no pátio da fábrica, fez manifestações sobre assuntos da vida das pessoas comuns.
Lula afirmou que os custos relacionados aos animais de estimação cresceram ao longo dos anos e passaram a impactar o orçamento das famílias brasileiras. A declaração foi feita durante visita à fábrica da CAOA, em Anápolis (GO).
Ao conversar com Zhu Huarong, presidente do Conselho da Changan Automobile, o mandatário brasileiro afirmou que brasileiros têm forte relação com cães.
Segundo Lula, os custos atuais com pets aumentaram em comparação ao passado.
"Agora tem que levar no dentista, no veterinário, dar banho, dormir na cama", disse, acrescentando que as despesas acabam representando "um sequestro do nosso salário".
Ele falou sobre mais gastos das famílias. Hoje, foi divulgada a prévia da inflação de março, o IPCA-15.
Lula disse que o uso constante do celular tem contribuído para o aumento do endividamento das famílias brasileiras. Durante discurso, Lula alertou que compras frequentes realizadas por aplicativos e serviços digitais acabam gerando despesas acumuladas ao fim do mês.
Segundo o presidente, o aparelho se tornou parte central da rotina cotidiana.
"As pessoas não conseguem mais viver sem isso", disse, ao afirmar que o celular acompanha atividades diárias, desde refeições até momentos de lazer e descanso.
Impacto no orçamento familiar
Lula destacou que pagamentos e compras feitas rapidamente pelo celular passam despercebidos no dia a dia.
"É 50 reais ali, é 30 reais, é 40, parece que não é nada. Mas quando chega no final do mês, a somatória dessa quantidade de pouquinhos vira grande", declarou.
De acordo com o presidente, o resultado costuma gerar frustração financeira, acrescentando que, diante da situação, muitas pessoas acabam responsabilizando o governo pelas dificuldades econômicas.
O presidente afirmou que solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, medidas para enfrentar o problema do endividamento.
Durante o discurso, Lula também observou que a tendência de atribuir dificuldades financeiras ao governo é comum, afirmando que "no governo é só tudo que dá errado".
( da redação com RT News. e Ag.Gov Edição: Política Real)