Presidente do Irã pediu desculpas por ataques a países vizinhos e disse que desejo de Donald Trump por rendição total do Irã será levada como sonho ao túmulo
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Com agências
(Brasília-DF, 07/03/2026) Neste sábado, 06, o Conselho de Liderança Temporária do Irã decidiu não atacar os países vizinhos, anunciou o presidente da república islâmica, Masoud Pezeshkian, em uma mensagem em vídeo.
"Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques contra países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que ocorra um ataque contra o Irã a partir desses países", declarou o presidente.
Ao mesmo tempo, ele pediu desculpas aos países vizinhos, afirmando que Teerã "não tem intenção de agredir" esses países.
Ele também respondeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu da nação persa uma "rendição incondicional". "Seus sonhos de que nos rendamos incondicionalmente serão levados para o túmulo", disse.
Escalada do conflito no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Mais de 1.300 pessoas morreram no país persa desde o início da ofensiva de Washington e Israel. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, destacou que cerca de 30% dos mortos são menores de idade.
( da redação com RT News. Edição: Política Real)