31 de julho de 2025
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Lula, em momento de crise das cidades com as chuvas, encerra Conferência das Cidades em foi aprovada proposta de novas diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU)

Jáder Filho disse que “Brasília não pode apontar as prioridades de cidades no Acre, no Mato Grosso, no Rio Grande do Sul, no meu Pará ou no Nordeste”

Por Politica Real com agências
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Jáder Filho fala no encerramento da Conferência das Cidades Foto: JD Vasconcelos/MCID

( reeditado)

(Brasília-DF, 27/02/2026) Nesta sexta-feira, 27, Luiz Inácio Lula da Silva, participou do encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília,  com mais de 2 mil delegados e delegadas representando todas as regiões do país. O ministro das Cidades, Jáder Filho, esteve ao lado.  No evento foi homologado e aprovado o texto final que irá atualizar a base de diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e orientar as políticas públicas dos próximos anos. A sessão concluiu os quatro dias de debate

“Em um país continental, Brasília não pode apontar as prioridades de cidades no Acre, no Mato Grosso, no Rio Grande do Sul, no meu Pará ou no Nordeste. Quem conhece o Brasil é a ponta, são vocês que estão aqui hoje. É a partir de fóruns como esse que o Brasil consegue fazer transformações, ouvindo a opinião de vocês. Tenho certeza que, a partir do que foi feito aqui, teremos seguramente um país melhor”, disse o ministro Jader Filho.

O texto final sistematiza as contribuições das etapas municipais e estaduais, além das salas temáticas realizadas na quarta-feira ,25. Todas as propostas aprovadas acrescentaram ou modificaram as diretrizes de base da PNDU, com contribuições que retratam a realidade de quem vive nos territórios e deu voz aos problemas enfrentados nas cidades.

“Quando vocês se organizam e reivindicam uma Conferência Nacional das Cidades, vocês sabem o que isso resulta de benefício para a população brasileira. Nós temos que fortalecer a conferência, temos que fazer mais casas, para que a gente possa ter todo mundo nesse país com sua casinha própria para morar. Que Deus dê a vocês a força para continuar lutando para mudar esse país. Viva a 6ª Conferência das Cidades”, celebrou o presidente Lula.

Ao todo, foram 249 propostas analisadas e mais de 90% delas aprovadas. O documento inclui os eixos de habitação, saneamento, mobilidade urbana, regularização fundiária e periferias, além de novos desafios como cooperação interfederativa, regiões metropolitanas, financiamento, transformações digitais, acessibilidade tecnológica, segurança cidadã e enfrentamento ao controle armado em territórios populares. Também entraram em pauta sugestões relacionadas à sustentabilidade e clima, reforçando a importância de serem eixos estruturantes nas políticas urbanas.

“Para tornar nossas cidades mais resilientes, adaptadas e preparadas para os eventos climáticos, temos que colocar recursos, e é o que o governo federal tem feito. O que está acontecendo agora em Juiz de Fora e Ubá mostram que temos que ter pressa com prevenção. Antes do PAC e da transição, o orçamento era de R$ 6 milhões para o país inteiro em prevenção, mas agora colocamos R$ 32 bilhões. Foram também R$ 60 bilhões para saneamento, R$ 500 milhões para regularização fundiária e mais de R$ 50 bilhões na mobilidade urbana”, reforçou o ministro.

Com a conclusão do texto final e a definição da nova composição do Conselho das Cidades, a 6ª Conferência Nacional das Cidades foi encerrada, concluindo um processo de retomada 13 anos após a última edição.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)