Lula tem 44% e Flávio Bolsonaro fica com 38% em segundo turno, informa Genial/Quaest
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(Brasília-DF, 10/06/2026) Foi divulgada a pesquisa Genial/Quaest de junho de 2026, na manhã desta quarta-feira, 10, a última antes do início da Copa do Mundo e após os efeitos do novo tarifaço de Donald Trump ao Brasil com ameaças ao Pix.
Os números mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está 10 pontos percentuais acima do senador Flávio Bolsonaro.
Num possível segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38 %. O presidente Lula subiu de 42% para 44%.
Veja os comentários do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest:
Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com 10 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de 1º turno (39 x 29). Renan Santos e Caiado aparecem com 3% cada. Aécio e Zema tem 2%. Indecisos chegam a 10%.
O bolsonarismo continua firme com Flávio (94%), mas repare que a direita não-bolsonarista aparece bem menos adepta a Flávio no 1º turno. Já são 11% deles com intenção de votar em Renan, 10% em Lula e 6% em Caiado.
Na simulação de 2º turno, Lula aparece na liderança com 6 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (44% a 38%).
A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula. Mas também chama atenção a oscilação negativa que Flávio obtém entre a direita não-bolsonarista.
Os outros nomes da direita não conseguem, no entanto, melhorar seu desempenho contra Lula a ponto de serem mais competitivos que Flávio. Zema tem uma oscilação negativa neste último mês e está a 10 pontos de Lula.
Caiado sem mantém estável nas últimas 3 pesquisas e mantém a distância de 10 pontos contra Lula.
Quem tem melhorado seu desempenho na simulação de 2º turno é Renan Santos, que chegou a 31%, seu melhor desempenho na série histórica. Mas ainda aparece menos competitivo que Flávio.
Na disputa de rejeições, Lula viu seu potencial de voto oscilar positivamente 1 ponto. Flávio, por outro lado, viu sua rejeição oscilar negativamente 2 pontos. Os outros nomes são ainda muito desconhecidos.
A pesquisa captou também uma variação positiva mínima na aprovação do governo. A desaprovação está em 48% e a desaprovação em 47%.
Essa melhora no cenário para o presidente Lula tem 3 explicações complementares: primeiro, os efeitos da isenção do imposto de renda continuam a aumentar mesmo que marginalmente.
Segundo, o novo Desenrola já fez cair o % de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas.
Segundo, o novo Desenrola já fez cair o % de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas.
A piora no cenário eleitoral, especialmente contra o Flávio, também está embasada em 3 fatores que se complementam: primeiro, aumentou de 9% para 16% os brasileiros que acreditam que a crise do Master afetará mais a família Bolsonaro.
Segundo, a grande maioria acredita que Flávio errou ao pedir financiamento para o filme sobre Jair Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Erro que, na opinião de 58% dos brasileiros, sugere que Flávio possa estar escondendo algum envolvimento ilegal no caso do banco Master.
E, terceiro, a agenda com Trump não parece ter trazido boas notícias para Flávio. Embora 60% dos brasileiros continuem defendendo que CV e PCC devam ser tratados como terroristas pela lei brasileira, a sociedade se divide sobre a classificação ser feita pelo governo americano.
As consequências para o sistema financeiro brasileiro e para outras empresas parece ser negativa na avaliação de 53% da população.
No caso das tarifas, chama atenção que a maior parte concorda mais com a narrativa política de Lula, que tem dito que Flávio pediu o novo tarifaço a Trump.
A narrativa política de Lula também parece ter mais aderência quando associa o tarifaço a uma possível retaliação contra o PIX. O argumento de Flávio de que as falas de Lula contra os EUA é que motivariam tais decisões mobiliza menos gente hoje.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-7661/2026)
(da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)