DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil não haverá destaques
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( Brasília-DF, 10/06/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não estão programados índices relevantes para hoje.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,1%) após realizarem ataques contra o Irã e os classificarem como “ações de autodefesa”, em resposta à derrubada de um helicóptero militar americano. Os investidores acompanham hoje a divulgação do CPI de maio nos Estados Unidos.
Na Europa, as bolsas caminham na mesma direção (Stoxx 600: -0,4%), devido temores de uma escalada no cenário geopolítico.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, pressionadas pela realização no setor de semicondutores. O destaque negativo foi o Kospi (Coreia do Sul), que caiu 4,5%, enquanto o Nikkei (Japão) recuou 1,9% e o CSI 300 (China) perdeu 1,1%.
Economia
No exterior, os índices de preços ao produtor no Japão e na China vieram acima do esperado em maio, reforçando a narrativa de pressão de custos global alimentada pelo conflito no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis existentes surpreenderam positivamente, com o preço mediano atingindo recorde histórico.
Na agenda de hoje, atenções voltadas para o CPI de maio nos EUA, dado-chave antes da primeira reunião do FOMC presidida por Kevin Warsh, na semana que vem. O mercado espera aceleração da inflação para 4,2% em doze meses, pressionada pelos custos de energia.
IBOVESPA +0,68% | 169.813 Pontos. CÂMBIO -0,00% | 5,16/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,7%, aos 169.813 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas. Apesar disso, o índice segue em modo de correção, recuando 14,5% desse seu último topo em meados de abril.
Direcional (DIRR3, +4,4%) e Cury (CURY3, +4,1%) avançaram após um banco de investimentos elevar sua recomendação para as ações das companhias. Totvs (TOTS3, -4,9%) liderou as quedas, acompanhando a correção das ações de tecnologia nos EUA. A companhia também anunciou um pagamento de juros sobre capital próprio (JCP).
Renda Fixa
Os juros futuros do Brasil encerraram a sessão de terça-feira em queda, após pregão volátil no Brasil e a queda do petróleo e dos rendimentos das Treasuries. Nos EUA, as taxas recuaram à espera do CPI e acompanhando a acomodação das commodities e tensões geopolíticas, com a T-note de 2 anos a 4,12% (-4bps), a de 10 anos a 4,52% (-4bps) e o T-bond de 30 anos a 5,00% (-4bps).
No Brasil, a curva apresentou leve fechamento, com o DI jan/27 a 14,48% (-4bps), o DI jan/29 a 14,92% (-1bps) e o DI jan/31 a 14,77% (-5bps), em movimento atribuído principalmente a ajustes técnicos e zeragem de posições aplicadas em um ambiente de incerteza sobre a trajetória da Selic. A curva de NTN-B teve nova abertura nos vértices mais curtos, com a B29 em 8,57% (vs. 8,43%), a B35 em 8,16% (vs. 8,16%) e a B50 em 7,69% (vs. 7,65%).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de ontem aos 3.811,75 pontos, com queda de 0,17% (recuo de 6,48 pontos em relação ao fechamento anterior), em movimento contrário ao Ibovespa, que avançou 0,68%, recuperando parte das perdas recentes. A divergência evidencia um ambiente ainda desafiador para os FIIs, que seguem negociando com prêmios de risco mais comprimidos, apesar de os fundamentos permanecerem sólidos — especialmente entre fundos com portfólios de maior qualidade. Entendemos que esse comportamento reflete maior aversão a risco por parte dos investidores, em meio a um cenário macroeconômico doméstico ainda pressionado, com inflação elevada, além de incertezas tanto no ambiente interno quanto no externo.
Entre os segmentos, o desempenho foi predominantemente negativo, com poucas exceções. Os fundos de recebíveis recuaram 0,14%, com cerca de 30% dos ativos no campo positivo. Os FIIs de tijolo caíram 0,29%, pressionados principalmente por shoppings (-0,38%), ativos logísticos (-0,35%) e lajes corporativas (-0,10%). Os fundos multiestratégia/FOFs registraram queda de 0,20%, enquanto os híbridos foram a exceção, encerrando o dia com leve alta de 0,12%. Entre os destaques positivos, figuraram TGAR11 (+3,9%), URPR11 (+2,4%) e VGHF11 (+1,9%), em movimento de recuperação parcial após perdas mais acentuadas nos pregões anteriores. No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por OUJP11 (-4,2%), CACR11 (-3,6%) e DEVA11 (-3,4%).
No Brasil, não há indicadores relevantes programados para hoje.
(da redação com informações de agencias. Edição: Política Real)