31 de julho de 2025
INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

OAB pede ao ministro Edson Fachin conclua os inquéritos se duração definida, como o “Inquérito das Fake News”; OAB diz que vê com preocupação a longa duração de inquéritos

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Por Política Real com assessoria
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Imagem da sede da OAB, em BSB Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 23/02/2025) Na manhã desta segunda-feira, 23, a Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais enviaram ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a conclusão de inquéritos de natureza expansiva e duração indefinida, em especial o Inquérito nº 4.781, conhecido como o “inquérito das Fake News”. No documento, a entidade também requer que não sejam instaurados novos procedimentos com conformação semelhante.  Veja AQUI a íntegra do ofício.

A OAB, no ofício encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin - manifesta “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781”. A entidade ressalta que o procedimento “nasceu em contexto excepcional” e que, justamente por isso, “sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior, com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem e dos limites constitucionais que legitimam a atuação estatal”.

A OAB reafirma, contudo, seu reconhecimento ao papel desempenhado pelo STF na defesa da ordem constitucional e da estabilidade democrática. Ao mesmo tempo, enfatiza que “a defesa da democracia não se esgota na repressão a ataques institucionais; ela se completa com a observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da liberdade de expressão”.

O ofício, apresentado em manifestação conjunta da Diretoria Nacional e dos Presidentes dos Conselhos Seccionais, também destaca a necessidade de proteção às garantias constitucionais da atividade jornalística e às prerrogativas da advocacia. Segundo o documento, “a advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”. A Ordem acrescenta que “acessos ilegais, obtenção indevida e vazamentos de dados sigilosos de cidadãos são condutas absolutamente inaceitáveis e merecem apuração rigorosa e punição exemplar”.

A OAB requer, ainda, “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua”, bem como a designação de audiência institucional para apresentação de contribuições da advocacia brasileira sobre o tema.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)