31 de julho de 2025
CASO MASTER

Polícia Federal faz Operação Zona Cinzenta por contra da aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá; foram 4 mandados de busca e apreensão em Macapá

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Por Politica Real com agências
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Imagem da sede da Amprev, em Macapá Foto: SelesNafes.com

(Brasília-DF, 06/02/2026) Na manhã desta sexta-feira, 06, a Polícia Federal deu largada a Operação Zona Cinzenta, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP).

Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, no município de Macapá.

A investigação examina a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta.

A Polícia Federal investiga a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) no Banco Master.

A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central no ano passado.

Há suspeita de que tenham havido crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta.

"Protegidos"

Segundo a página da Amprev, estão vinculados ao sistema previdenciário 30 mil segurados ativos e 2.100 beneficiários civis e militares, entre aposentados e pensionistas.

Em nota, a autarquia afirmou que os recursos dos segurados estão protegidos e que obteve vitória na Justiça em ação movida contra o Banco Master.

O documento, assinado pelo presidente da autarquia, Jocildo Lemos, destacou que a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou que o Estado e a Amprev retenham os valores dos empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master.

“Esses recursos ficarão provisionados em conta específica no Banco do Brasil, sob fiscalização do Judiciário, até o julgamento final do processo”, explicou a Amprev.

A Amprev acrescentou que a decisão da Justiça também proibiu o Banco Master de adotar qualquer medida de cobrança contra servidores, aposentados e pensionistas que possuem empréstimos consignados.

“Os valores retidos não serão utilizados, permanecendo depositados em instituição financeira idônea, com prestação de contas ao Judiciário a cada 90 dias”, afirmou o presidente da empresa.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)