31 de julho de 2025
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Setor industrial, em dezembro, recuou 1,2%; no ano de 2025 o crescimento foi de 0,6% informa IBGE

Por Política Real com assessoria
Publicado em

(Brasília-DF, 03/02/2026) No meio da manhã desta terça-feira, 03, o IBGE divulgou a sua pesquisa PIM-PF de dezembro de 2025 revelando que a produção industrial nacional recuou 1,2% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, queda mais intensa desde julho de 2024 (-1,5%).

A média móvel trimestral em dezembro foi de -0,5%. Em 2025, a indústria acumulou crescimento de 0,6%, após registrar 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023. No quarto trimestre de 2025, ante o mesmo período do ano anterior, a indústria acumulou perda de 0,5%.

Na redução de 1,2% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro de 2025, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (17) dos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%), com as duas primeiras marcando dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 10,4% e 7,4%, respectivamente; e a última eliminando a expansão de 3,5% acumulada no período agosto-novembro de 2025.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,2%), produtos de minerais não metálicos (-6,6%), máquinas e equipamentos (-4,6%), produtos têxteis (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-2,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%).

Por outro lado, entre as oito atividades que mostraram avanço na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,4%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu três meses seguidos de recuo, período em que acumulou perda de 5,0%. Vale destacar também os impactos positivos assinalados pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,7%) e de indústrias extrativas (0,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com novembro, na série com ajuste sazonal, bens de capital (-8,3%) e bens de consumo duráveis (-4,4%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas em dezembro de 2025, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou ganho de 1,5%; e a segunda intensificando a queda de 3,0% verificada em novembro de 2025. Os setores produtores de bens intermediários (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) também mostraram recuo nesse mês, com o primeiro acumulando redução de 3,2% nos quatro últimos meses de 2025; e o segundo eliminando parte do crescimento de 1,5% registrado no período outubro-novembro de 2025.

Média móvel foi de -0,5% no trimestre encerrado em dezembro

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,5% no trimestre encerrado em dezembro de 2025 frente ao nível do mês anterior e acentuou a magnitude de perda registrada em novembro de 2025 (-0,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-2,5%), bens de consumo duráveis (-1,6%) e bens intermediários (-0,9%) assinalaram as taxas negativas em dezembro de 2025, com a primeira eliminando o avanço de 0,5% registrado no mês anterior, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em abril de 2025; a segunda intensificando o recuo de 0,7% verificado em novembro de 2025; e a última marcando o terceiro mês consecutivo de queda, período em que acumulou redução de 1,8%. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) apontou o único resultado positivo em dezembro de 2025 e manteve a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025.

Indústria recua 0,5% no último trimestre do ano

Em bases trimestrais, o setor industrial, ao assinalar queda de 0,5% no período outubro-dezembro de 2025, interrompeu o comportamento positivo iniciado no quarto trimestre de 2023 (1,1%), todas as comparações contra igual período do ano anterior.

O movimento de menor dinamismo na passagem do terceiro (0,5%) para o quarto trimestre de 2025 (-0,5%) foi verificado em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens intermediários (de 2,4% para -0,7%) e bens de capital (de -2,5% para –5,0%), pressionadas, em grande parte, pela menor produção de combustíveis e lubrificantes elaborados (de 3,1% para -9,5%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (de -7,2% para -12,9%), na segunda.

O setor produtor de bens de consumo duráveis (de -1,7% para -3,0%) também mostrou perda de ritmo entre esses dois períodos, enquanto o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (de -3,0% para 0,7%) foi o único que apontou ganho e interrompeu dois trimestres consecutivos de resultados negativos.

Indústria fecha 2025 com crescimento de 0,6%

No índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 0,6%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 49,6% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de máquinas e equipamentos (5,0%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%), metalurgia (1,6%), produtos têxteis (5,6%), produtos químicos (1,0%), produtos de borracha e de material plástico (1,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,3%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-dezembro de 2024, entre as dez atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. Vale citar também os impactos negativos registrados pelos setores de bebidas (-2,6%), produtos de metal (-2,2%), produtos de madeira (-6,0%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,1%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os doze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,5%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (3,3%) e motocicletas (12,2%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo e gás natural, no segundo.

Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens de capital (-1,5%) assinalaram as taxas negativas, pressionados, principalmente, pela redução na produção de álcool etílico, no primeiro; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-5,5%), no segundo.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)