Mundo lembra o 27 de janeiro, Dia Internacional da Lembrança do Holocausto e a libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau
O dia 27 de janeiro, data em que o Exército Vermelho Soviético libertou os prisioneiros sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia ocupada, em 1945
Publicado em
Com agências
(Brasília-DF, 27/01/2026) Todos os anos, em 27 de janeiro, o mundo comemora o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto e a libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau.
O dia 27 de janeiro, data em que o Exército Vermelho Soviético libertou os prisioneiros sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia ocupada, em 1945, foi escolhido pela ONU em 2005 como o Dia Internacional para a Memória das Vítimas do Holocausto.
Desde 1996, já era o dia em que a Alemanha lembrava os milhões de vítimas, incluindo 6 milhões de judeus, dos assassinatos em massa cometidos pelo regime nazista do ditador Adolf Hitler.
Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, onde até 1,5 milhão de pessoas — em sua maioria judeus, mas também muitos poloneses, sinti e roma, além de prisioneiros políticos de diversas nacionalidades — foram assassinadas entre 1940 e 1945, tornou-se um símbolo do Holocausto, chamado Shoah, ou "catástrofe", em hebraico.
Um museu em memória dos crimes cometidos durante o Holocausto foi criado no local do antigo campo em 1947.
A União Europeia fez a seguinte postagem em sua rede social X:
“Hoje, lembramos os seis milhões de mulheres, homens e crianças judeus, as centenas de milhares de ciganos e todas as outras vítimas assassinadas durante o Holocausto.
Também marcamos o 81º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau.
É nosso dever ensinar às futuras gerações a história da Europa, incluindo seus capítulos mais sombrios.
Nunca mais.”, diz o texto.
Na sua mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que, neste dia, “honramos a memória das vítimas do Holocausto com solene reflexão e determinação inabalável”.
Ele recordou que o genocídio perpetrado pelo regime nazista resultou no assassinato de “seis milhões de judeus”, bem como dos povos Roma e Sinti, de pessoas com deficiência e de inúmeros outros grupos perseguidos.
Guterres sublinhou a dimensão humana de cada vida perdida, salientando que “cada vítima tinha um nome, esperanças e sonhos”, e que cada uma delas teve “os seus direitos sistematicamente negados e destruídos”.
O secretário-geral destacou ainda que o Holocausto não foi um acontecimento inevitável, frisando que “os seus arquitetos deixaram claro as suas intenções” e que o ódio e a violência “desenrolaram-se à vista de todos"
.
Soldados do Exército Vermelho com prisioneiros libertados do campo de concentração de Auschwitz e
m Oświęcim, Polônia, 1945.Sovfoto / Universal Images Group / Gettyimages.ru
Auschwitz-Birkenau foi libertada pelas tropas do 59º e 60º Exércitos da 1ª Frente Ucraniana. As tropas soviéticas destruíram até 10 divisões inimigas, expulsaram as forças de Hitler do sul da Polônia e entraram em dezenas de cidades e vilarejos abandonados pelos alemães, incluindo Auschwitz.
O campo, uma verdadeira "fábrica da morte", foi fundada em 1940 perto da cidade de Oświęcim, renomeada pelos nazistas de Auschwitz. As estimativas variam, mas acredita-se que entre 1,5 e 4 milhões de pessoas tenham morrido ali. Entre 75% e 90% dos que chegavam ao campo eram enviados diretamente para a morte (alguns eram selecionados por médicos para experimentos e depois mortos), enquanto que os restantes recebiam números de registro para serem usados como mão de obra escrava.
No total, aproximadamente 405 mil pessoas foram oficialmente registradas em Auschwitz, dos quais apenas 65 mil sobreviveram. Dos 16 mil prisioneiros de guerra soviéticos registrados, somente 96 saíram vivos. Em 3 de setembro de 1941, o primeiro experimento de extermínio utilizando gás Zyklon B foi realizado em Auschwitz (600 prisioneiros de guerra soviéticos e 250 de outros países foram mortos).
( da redação com DW. Edição: Política Real)