31 de julho de 2025
MUNDO

TRAGÉDIA NA SUÍCA: Incêndio em estação de esqui na Suíça mata 40 pessoas e deixou ao menos 115 feridos, com gravidade

O presidente suíço, Guy Parmelin, afirmou em coletiva de imprensa que essa foi "uma das piores tragédias que o país já vivenciou".

Por Politica Real com agências
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Imagem de rede social mostra algo do incêndio Foto: reprodução redes sociais/BBC

Com agências.

(Brasília-DF, 01/01/2026) O comandante da polícia do cantão de Valais, Frédéric Gisle, na Suíca, informou nesta quinta-feira, 1º de janeiro, que um incêndio em um bar no centro da estação de esqui Crans-Montana, na Suíça , provocou cerca de 40 mortes e deixou ao menos 115 feridos, a maioria com gravidade.

Dezenas de pessoas comemoravam a chegada de 2026 no bar "Le Constellation" quando o fogo começou por volta de 1h30 (horário local). A polícia descreveu o ocorrido como um "incidente grave". A investigação sobre a causa do fogo está em andamento, mas a polícia trata o caso como um acidente e descarta um ato criminoso.

O governo do cantão de Valais disse que ocorreu um flashover no bar, "resultando em uma ou mais explosões".

Flashover é quando quase todas as superfícies de um ambiente atingem simultaneamente a temperatura de ignição, fazendo com que o fogo se propague de forma súbita e generalizada. Desta forma, as autoridades esclareceram que as explosões inicialmente relatadas pelos moradores da região não causaram o incêndio, mas foram uma consequência dele.

Segundo a polícia, a primeira chamada de emergência ocorreu imediatamente após o início do incêndio. As primeiras patrulhas policiais chegaram ao local pouco depois, seguidas por um contingente maior de bombeiros. Foram mobilizados 43 ambulâncias, 13 helicópteros e 150 paramédicos. Equipes de países vizinhos também participaram do resgate. A área foi completamente isolada.

O bar, de acordo com informações do próprio estabelecimento, tem capacidade para cerca de 300 pessoas. No entanto, não se sabe quantas pessoas se encontravam no interior no momento do incêndio.

Imagens divulgadas pela mídia suíça mostram um prédio em chamas e pessoas gritando e fugindo na escuridão da noite.

O presidente suíço, Guy Parmelin, afirmou em coletiva de imprensa que essa foi "uma das piores tragédias que o país já vivenciou".

Entre os mortos e feridos, acredita-se que há pessoas de várias nacionalidades, que estavam passando o fim de ano nos Alpes suíços.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que 16 cidadãos italianos estão desaparecidos. O país é vizinho da Suíça.

Beatrice Pilloud, procuradora-geral do cantão de Valais, afirmou que uma investigação foi aberta "para identificar as circunstâncias que levaram a essa situação dramática".

Segundo ela, a possibilidade de um ataque foi descartada e trabalha-se com a hipótese de um incêndio.

Mas Pilloud alertou: "O trabalho vai levar tempo".

O jornal suíço Blick chegou a apontar que o incêndio poderia ter sido ocasionado por fogos de artifício, mas as autoridades ressaltaram que sua origem ainda é desconhecida e que é necessário aguardar as investigações.

Duas pessoas de nacionalidade francesa, Emma e Albane, relataram ao canal francês BFMTV que o incêndio teria começado porque uma vela foi colocada muito próxima ao teto, que teria então pegado fogo.

Ambas estavam no bar Le Constellation comemorando o Ano Novo.

Elas disseram que uma das garçonetes colocou velas de aniversário em cima de algumas garrafas de champanhe e que uma delas foi erguida.

"Em questão de segundos, todo o teto estava em chamas. Tudo era de madeira", acrescentaram, emendando que as chamas "começaram a subir muito rápido" e que "todo o teto estava pegando fogo, até o primeiro andar".

A evacuação foi "muito difícil", afirmaram elas, porque a rota de fuga do local era "estreita" e a escada que levava para a rua era "ainda mais estreita".

Destino de luxo

Crans-Montana é um sofisticado destino turístico, frequentado por celebridades. Durante as festas de fim de ano, o local costuma estar lotado.

A cidade tem apenas 10.000 habitantes e conta com 2.600 leitos de hospedagem, além de centenas de apartamentos de férias. Com cerca de um milhão de pernoites por ano, aproximadamente 20% dos visitantes vêm do exterior, segundo a autoridade local de turismo, especialmente italianos e franceses.

Por essa razão, é provável que haja estrangeiros entre os mortos e feridos. A identificação deles é uma prioridade máxima, afirmou o Ministério Público. Peritos forenses de cantões vizinhos foram chamados a prestar auxílio.

O resort fica a cerca de 1.500 metros acima do nível do mar e oferece uma grande área para esqui. Também recebe regularmente grandes eventos esportivos, incluindo as provas da Copa do Mundo de Esqui, realizadas no final de janeiro.

Feridos lotam hospitais

Segundo as autoridades, o hospital regional atingiu a capacidade máxima devido ao grande número de feridos. O Hospital Universitário de Lausanne, especializado em vítimas de queimaduras, já internou 22 pessoas.

Mais de uma dezena de feridos foram levados ao Hospital Universitário de Zurique. Outros foram transferidos de avião para Genebra e distribuídos entre outros hospitais da Suíça. Um foi levado de avião para Stuttgart, na Alemanha.

Proibição de fogos

Autoridades de Crans-Montana haviam cancelado e proibido os fogos anteriormente previstos para o réveillon devido a uma situação de seca.

Nesta época do ano, a região costuma estar coberta por uma manta de neve, que desta vez não se formou devido à ausência de precipitações e às altas temperaturas para o inverno europeu.

( da redação com informações da DW, EFE e BBC. Edição: Política Real)