Bolsa recuou depois do recorde de 190 mil pontos, mas o destaque foi nova queda do dólar, agora em R4 5,15
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(Brasília-DF, 23/02/2026) Nesta segunda-feira, 23, o Ibovespa perdeu impulso e fechou em queda depois de superar a marca inédita de 190.000 pontos no último pregão.
O índice acompanhou o tom de incerteza generalizada que afetou os mercados globais diante das novas ameaças tarifárias do presidente americano Donald Trump.
O Ibovespa recuou 0,88%, aos 188.853 pontos. O dólar também caiu 0,14% contra o real, cotado a R$ 5,16 – o menor patamar desde os R$ 5,15 registrados em 28 de maio de 2024.
No sábado (21), Trump disse que irá elevar para 15% a tarifa global sobre importações, ante os 10% anunciados na sexta, logo após a Suprema Corte derrubar grande parte do tarifaço implementado no ano passado.
Em meio às incertezas, as bolsas globais devolveram os ganhos de sexta-feira. Os principais índices americanos fecharam em queda superior a 1%, enquanto o ouro voltou a ganhar força como reserva de valor.
Mercado
Hoje, 23, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou levantamento que indica que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia, o equivalente a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.
A projeção considera dois cenários para a manutenção do nível de horas trabalhadas: a realização de horas extras aos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores. Proporcionalmente, o impacto para o setor industrial pode ser ainda maior, chegando a até 11,1% da folha de salários e resultando em aumento de despesas de R$ 87,8 bilhões no primeiro cenário e de R$ 58,5 bilhões anuais no segundo.
(da redação com informações de Bloomberg Linea e CNI. Edição: Política Real)