ENFRENTANDO TARIFAÇO: Geraldo Alckmin não acerta acordo imediato do Brasil com o México; dois países definem que vão definir acordos de ampliação de relações comerciais nos próximos 12 meses
Alckmin, após o encontro, recebeu simbolicamente as chaves da Cidade do México e apresentou o cronograma de trabalho para aumentar a complementaridade econômica entre os dois países, que será concluído em julho de 2026
Publicado em
(Brasília-DF, 29/08/2025). Foi encerrado no final do dia dessa quinta-feira, 28, a visita da comitiva brasileira ao México na busca de alternativas econômicas ao tarifaço que atinge o Brasil. Nada de novo acordo imediato
Foi definido que Brasil e México , nos próximos 12 meses, vão se debruçar sobre a proposta de ampliação dos acordos vigentes de comércio exterior e inestimentos recíprocos.
O documento foi assinado durante reunião do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.
“Foi um trabalho bastante amplo e proveitoso. Vou levar ao presidente Lula a boa notícia de que Brasil e México estão mais próximos, em benefício das nossas populações e como motor do desenvolvimento da América Latina”, afirmou Alckmin.
Pela rede social X, a presidenta mexicana exaltou o bom momento das relações entre os dois países e parabenizou o Brasil pela saída, pela segunda vez em uma gestão do presidente Lula, do Mapa da Fome.
“Recebemos a delegação do Brasil chefiada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Nesses dias, houve reuniões muito produtivas entre autoridades e empresários brasileiros e mexicanos para fortalecer a cooperação em desenvolvimento científico, econômico e ambiental. Os dois países também compartilharam experiências para impulsionar a industrialização”, comentou.
Mais
Alckmin, após o encontro, recebeu simbolicamente as chaves da Cidade do México e apresentou o cronograma de trabalho para aumentar a complementaridade econômica entre os dois países, que será concluído em julho de 2026. No fim do dia, os dois países publicaram a Declaração conjunta para o seguimento da implementação do processo de revisão e atualização dos acordos comerciais e de investimento, documento que consolida o compromisso dos dois lados.
Hoje em dia, o comércio entre os dois países é regulado por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE): o ACE-55, que abrange produtos automotivos, e o ACE-53, que estabelece redução ou eliminação de tarifas de importação de aproximadamente 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.
“Estamos trabalhando com o México para atualizar e ampliar os acordos de comércio exterior e investimento. Eles têm mais de 20 anos. No caso do ACE-53, cobre praticamente 12% do fluxo bilateral. Uma cobertura pequena. Foi feito um entendimento para discutir a ampliação”, explicou.
Para o ministro, a missão brasileira cumpriu o objetivo de aproximar as duas maiores economias e democracias da América Latina, que alcançaram corrente de comércio de US$ 13,6 bilhões em 2024.
A comitiva que acompanhou Alckmin foi composta pelos ministros Fávaro e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), além da secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Participam ainda os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Mota; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mais de 100 empresários.
Mais
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo mexicano assinaram um documento que trata da cooperação no desenvolvimento e na pesquisa e produção de vacinas e terapias baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). De forma complementar, Brasil e México vão modernizar processos regulatórios e ampliar o acesso a tecnologias de saúde seguras e eficazes.
Um memorando de entendimento foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (COFEPRIS) do México. O acordo abre caminho para a modernização dos processos regulatórios e a ampliação do acesso a tecnologias de saúde seguras e eficazes.
A comitiva federal liderada por Alckmin no México também alinhou parcerias na agropecuária, de biocombustíveis, fortalecimento comercial e atração de investimentos que buscam fortalecer relações políticas e ampliar laços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias da América Latina. Foram celebradas parcerias para aprofundar a cooperação nos setores.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)