Ministros de Lula, no Japão, falam a empresários sobre como o Brasil está apto para atender o mercado do Japão
Veja mais
( Publicada originalmente às 07h 25 do dia 25/03/2025)
(Brasília-DF, 26/03/2025) Os ministros de Estado do Brasil, após a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários do Brasil e do Japão fizeram exposições sobre como o país está apto e habilitado para atender o mercado do Japão.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o objetivo da reunião com a ABIEC é avançar na abertura do mercado junto ao Japão, principalmente de carne bovina brasileira.
“Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, ressaltou Fávaro. Ele lembrou que o processo de negociação para exportar a carne bovina brasileira para o Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, prosseguiu o ministro.
Fávaro lembrou que nos últimos dois anos o Brasil abriu 344 novos mercados em todo o mundo para produtos do agro brasileiro e que o trabalho segue ativo. “É um recorde absoluto de todos os tempos, mostrando que o Brasil atingiu um patamar de segurança alimentar para o mundo. Em qualquer crise alimentar e sanitária, o Brasil consegue ser suprimento para todos os países”.
Outro diferencial brasileiro destacado por Carlos Fávaro é o trabalho para impedir a chegada da gripe aviária. “A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países que não tem gripe aviária nos plantéis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo, com qualidade, segurança e preços competitivos”
Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, um dos pontos fortes para a expansão da capacidade de exportação do Brasil passa pelo fortalecimento da estrutura logística. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países. Enquanto o Brasil tem um custo para produzir uma arroba de carne e exportar a 55 dólares, os Estados Unidos têm custo superior a 100 dólares”, pontuou Renan Filho. “Se é importante quem exporta energia, quem exporta minério, imagina quem tem capacidade de exportar o que as pessoas comem. E essa é a potência do Brasil para além de todas as outras, uma potência ambiental, uma democracia sólida, reconhecida internacionalmente”, concluiu o ministro.
Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho citou exemplos que indicam o fortalecimento da infraestrutura nacional com impacto na capacidade exportadora. “O Brasil, na década de 80 e 90, tinha praticamente 50% do escoamento da produção pelo Porto de Santos. Hoje, estamos em torno de 30% e queremos diminuir cada vez mais para que a gente possa ampliar a logística nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, para que a gente possa fazer um grande plano nacional de escoamento da produção do país”.
O ministro também citou avanços no setor portuário. “No ano de 2024, tivemos um crescimento de 5%. O setor de contêineres registrou o maior volume de movimentação da história, com crescimento de quase 18%. Estamos ampliando investimentos para que a gente possa fazer o melhor escoamento da produção, que vai desde uma ferrovia, de uma estrada, de uma hidrovia ao porto, para que a gente possa dar condições estruturais a esses novos mercados”, destacou.
Falando em nome dos produtores, o empresário Renato Costa mostrou-se confiante no resultado do trabalho realizado pelo Governo Federal nesta viagem. “(O Japão) é um mercado importante, o terceiro maior importador. Vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país. Estamos sim bastante confiantes”, concluiu.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)