31 de julho de 2025
ARRECADAÇÃO

Arrecadação de março chegou a R$ 229,2 bilhões, recorde histórico, informa Receita Federal

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Por Política Real com assessoria
Publicado em
Receita Federal Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 28/04/2026) Nesta terça-feira, 28,  a Secretaria da Receita Federal divulgou a arrecadação de impostos e contribuições do governo federal de março que atingiu R$ 229,2 bilhões.

Maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, o resultado representa crescimento real de 4,99% em relação a março do ano passado, já descontada a inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, também houve recorde: o governo arrecadou R$ 777,12 bilhões, com alta real de 4,6% na comparação com o mesmo período de 2025.

Principais números

R$ 229,2 bilhões: arrecadação em março (recorde para o mês);

+4,99%: crescimento real frente a março de 2025;

R$ 777,12 bilhões: arrecadação no 1º trimestre (recorde);

+4,6%: alta real no trimestre;

R$ 8,3 bilhões: arrecadação com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em março;

+50,06%: crescimento real do IOF no mês;

+44,45%: alta do IOF no acumulado do ano.

O que explica o aumento

Segundo o Fisco, o crescimento da arrecadação foi impulsionado principalmente por:

Aumento da contribuição para a Previdência Social  (ligada aos salários);

Desempenho do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição sobre Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre consumo e serviços;

Alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital;

Forte crescimento do IOF.

O avanço do IOF, em especial, está ligado a mudanças nas regras do imposto adotadas em 2025, que elevaram a tributação sobre operações de crédito e câmbio.

Além disso, o aumento do emprego formal e da massa salarial ajudou a elevar a base de arrecadação, já que mais trabalhadores passaram a contribuir.

O resultado também reflete dois fatores principais:

Crescimento da atividade econômica, que aumenta consumo e renda;

Mudanças tributárias adotadas nos últimos anos.

Entre essas medidas, estão ajustes na tributação de investimentos, reoneração de setores e aumento de impostos sobre operações financeiras e importações.

Tributação de dividendos

Um dos fatores recentes que também começam a contribuir para a arrecadação é a taxação de dividendos. Em março, o governo arrecadou cerca de R$ 308 milhões com esse tipo de tributação.

A medida passou a valer em 2026 e prevê a cobrança de 10% de imposto sobre dividendos acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas.

A mudança foi adotada como forma de compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Embora ainda represente uma parcela pequena do total arrecadado, a expectativa é que essa fonte de receita ganhe relevância ao longo do tempo.

( da redação com informações da Ag. Brasil. Edição: Política Real)