Comissão Europeia faz alerta a Turquia para o compromisso com a democracia, mas não toma posição contra a prisão polemica de Ekrem İmamoğlu, principal nome da oposição
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( Publicada originalmente às 17h 44. do dia 08h 51 do dia 24/03/2025)
Com agências.
(Brasília-DF, 25/03/2025) Nesta segunda-feira, 24, a Comissão Europeia, que é o órgão executivo da União Europeia com sede em Bruxelas, Bélgica alertou a Turquia que o país, como candidato a membro da comunidade, deve ter compromisso com a democracia.
A detenção de Ekrem İmamoğlu, prefeito de Istambul, originou protestos em massa na Turquia, que acontecem num momento em que a UE tenta aprofundar o seu compromisso com Ancara em relação à Síria e à Ucrânia.
İmamoğlu está preso a aguardar julgamento.
"Como país candidato à UE, a Turquia deve defender os valores democráticos. Os direitos dos candidatos eleitos, bem como o direito de manifestação pacífica, devem ser plenamente respeitados", disse um porta-voz da Comissão nesta segunda-feira.
"Queremos que a Turquia se mantenha ligada à Europa, mas, para isso é necessário um compromisso claro com as normas e práticas democráticas. E é fundamental que a Turquia respeite esses princípios fundamentais", acrescentou.
Apesar do alerta a Comissão Europeia não condenou a prisão de İmamoğlu
O Conselho da Europa, uma organização de defesa dos direitos humanos com sede em Estrasburgo,condenou a detenção de İmamoğlu e exigiu a sua "libertação imediata".
"Esta é uma manobra calculada que visa minar a integridade e a justiça dos processos eleitorais e equivale a um ataque à democracia", afirmou o presidente do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa, Marc Cools, num comunicado, acrescentando que as acusações de corrupção e terrorismo "parecem ser uma farsa".
Em comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês foi também muito crítico, falando de um "grave ataque à democracia" e instando a Turquia a respeitar os "compromissos" legais que "assumiu livremente" enquanto país candidato à UE.
O ministério dos Negócios Estrangeiros alemão descreveu a detenção como um revés para a democracia. "A competição política não deve ser conduzida através de tribunais e prisões", afirmou um porta-voz. "Esperamos que as alegações sejam investigadas de forma transparente o mais rapidamente possível e que os procedimentos sejam conduzidos com base no Estado de direito."
Questionado sobre se a prisão de İmamoğlu e os protestos em massa fariam Bruxelas reconsiderar a sua aproximação a Ancara, um porta-voz da Comissão disse: "Estamos acompanhando de perto a situação na Turquia, mas não posso adiantar mais nada sobre o que isso significa para o nosso compromisso nesta fase. A nossa posição é muito clara"
( da redação com informações da Euro News. Edição: Política Real)