BOA NOTÍCIA: Papa Francisco faz primeira aparição pública após internação, deixa o hospital Gemelli, em Roma, fala brevemente e deixa um buquê de flores como sinal de gratidão à Virgem Maria
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( Publicada originalmente às 11h 09 do dia 23/03/2025)
Com agências.
(Brasília-DF, 24/03/2025) Confirmando-se o anunciado o papa Francisco deixou neste domingo ,23, o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica.
Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice sair a bordo do pequeno veículo que ele normalmente usa para suas viagens, rumo ao Vaticano. Lá também, muitos fiéis se reuniram para ver seu reaparecimento nos telões instalados na Praça de São Pedro.
Aceno aos fiéis
Francisco, de 88 anos, saiu do hospital pouco depois de aparecer na sacada do apartamento onde passou as últimas semanas, em sua primeira aparição pública após ser internado, para cumprimentar a multidão e dar sua bênção.
"Agradeço a todos", disse ele aos fiéis que haviam lotado as portas do centro uma hora antes e às câmeras de televisão do outro lado do mundo, depois de aparecer em uma cadeira de rodas, com aparência fragilizada, mas sorrindo.
"Vejo aquela senhora com as flores amarelas, que bom”, acrescentou, com a voz muito fraca, depois que o uso prolongado de oxigênio durante a internação hospitalar enfraqueceu os músculos da garganta.
O texto do Angelus foi novamente distribuído por escrito, como nas últimas semanas, e pelo sexto domingo consecutivo. Nele, o papa diz que está "triste" com o bombardeio israelense em Gaza e pediu "um cessar-fogo definitivo".
Na basílica romana, onde Francisco quer ser enterrado, o pontífice deixou um buquê de flores como sinal de gratidão à Virgem após sua longa hospitalização e, em seguida, a procissão seguiu, dessa vez, para sua residência na Casa de Santa Marta, no Vaticano.
Repuperação
A alta hospitalar de Francisco no domingo marca uma notável recuperação depois de ele ter estado duas vezes em perigo agudo durante suas cinco semanas no hospital, em que foi diagnosticado com pneumonia em ambos os pulmões.
O papa contraiu bronquite pela primeira vez antes do Natal e foi forçado a procurar tratamento no hospital Gemelli, no oeste de Roma, em 14 de fevereiro.
A última crise respiratória com risco de vida foi registrada em 3 de março. Exatamente uma semana depois, a equipe médica da clínica Gemelli retirou o prognóstico "cauteloso" e falou apenas de um quadro geral "complexo". Desde então, sua condição foi descrita pelo Vaticano como "estável" e repetidamente como "ligeiramente melhorada".
No entanto, os dois sinais de vida anteriores do papa doente não foram realmente tranquilizadores. Uma breve saudação em áudio aos peregrinos em oração na Praça de São Pedro, em 6 de março, deu uma impressão dramática da extrema falta de ar do papa naquele momento.
Em 16 de março, o Vaticano publicou uma foto que o mostrava sentado. Seu rosto não estava visível, mas sua mão direita gravemente inchada e um copo de água com canudo estavam à mostra – mais uma vez, pouco para indicar uma recuperação real.
( da redação com informações da DW, EFE, AP. Edição: Política Real)