Deputado Eduardo Bolsonaro, se dizendo perseguido, disse nas redes sociais que vai se licenciar o mandato de deputado federal para nos Estados Unidos atuar contra “regime de exceção”
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( Publicada originalmente às 16h 48 do dia 18/03/2025)
(Brasília-DF, 19/03/2025). No meio da manhã desta terça-feira, 18, em vídeo em sua conta no Youtube o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou ter tomado "a decisão mais difícil de sua vida".
Ele afirmou que vai se licenciar do mandato na Câmara para ficar nos EUA e se dedicar em tempo integral a convencer o governo Donald Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro no Brasil e para obter sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo sobre golpe de Estado no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado.
"Serei julgado por um inimigo declarado, pela mesma pessoa que eu tenho denunciado aqui no exterior", afirmou.
Eduardo não é oficialmente investigado nem foi denunciado ou indiciado em nenhum processo judicial até o momento.
Diante da movimentação do deputado brasileiro nos EUA, parlamentares petistas, entre eles o novo líder do partido na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pediram ao STF que sua atuação fosse investigada por estar supostamente prejudicando a soberania do Brasil e que seu passaporte fosse retido. Moraes, relator do caso das Fake News, na qual o pedido dos petistas foi incluído, pediu que a PGR se posicione antes de tomar qualquer decisão.
A resposta veio nesta terça, após o anúncio da licença por Eduardo. Na decisão, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que "os relatos dos noticiantes (parlamentares petistas) não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito penal, justificadora da deflagração da pretendida investigação".
Eduardo tenta se caracterizar como exemplo da suposta perseguição que ele tem sistematicamente denunciado nos EUA.
"Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos", afirmou Eduardo, que chama Moraes de "psicopata", "homem de geleia" e o acusa de ser o chefe da "gestapo da Polícia Federal", em uma referência à polícia secreta da Alemanha nazista de Hitler.
( da redação com agências. Edição: Política Real)