MERCADO: Dia de otimismo na China fez bolsa brasileira ter o melhor nível em cinco meses e dólar cair a R$ 5,69
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( Publicada originalmente às 18h 50 do dia 17/03/2025)
(Brasília-DF, 18/03/2025) Nesta segunda-feira, 17, o Ibovespa iniciou a semana em alta e atingiu o maior nível em cinco meses. O principal índice da B3 avançou 1,46% recuperando a marca de 130.000 pontos.
O índice foi impulsionado pelo anúncio de medidas da China para reavivar o consumo e aumentar a renda da população.
O anúncio favoreceu as ações ligadas às commodities. A Petrobras fechou em alta de 1,86%, e a Vale subiu 1,44%
A perspectiva também fortaleceu o real. O dólar caiu 0,99% contra a moeda brasileira e encerrou a sessão cotado a R$ 5,69.
No exterior as bolsas mantiveram a recuperação da última semana.
Os investidores estão voltados nesta semana para a reunião do Federal Reserve (Fed), que definirá a taxa de juros em decisão na quarta-feira ,19.
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O fluxo de dados e informações desde a última reunião do Copom foi um pouco mais positivo para as perspectivas de inflação;
Do lado baixista, indicadores de atividade ficaram aquém do esperado e a taxa de câmbio se estabilizou em patamares entre 5,70-5,80 reais por dólar. Por outro lado, a inflação ao produtor e ao consumidor seguem pressionadas, e as expectativas inflacionárias continuam em trajetória de alta;
A projeção do Copom para o IPCA de 2025 deve recuar ligeiramente de 5,2% para 5,1%. Para o 3º trimestre de 2026 (atual horizonte relevante de política monetária), estimamos queda de 4,0% para 3,8%;
Acreditamos que o Copom elevará a taxa Selic em 1,00 p.p. nesta semana (para 14,25%), conforme amplamente sinalizado, além de deixar claro a necessidade de ajuste adicional adiante. A nosso ver, seria inconsistente abrir espaço para o fim do ciclo de alta de juros com a Selic em 14,25%, já que o nível terminal de 15,00% – previsto atualmente no boletim Focus – não resolve o problema;
Cenário XP: Projetamos a taxa Selic em 15,50% em junho, após altas de 1,00, 0,75 e 0,50 p.p. nas próximas três reuniões do Copom. Se a taxa de câmbio ficar relativamente estável nos próximos meses e a desaceleração econômica se intensificar, o Copom poderá aumentar sua taxa básica de juros pela última vez em maio (ao invés de junho).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)