31 de julho de 2025
Brasil e Poder

ECONOMIA: Setor de serviços recuou -0,2% em janeiro, informa IBGE

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( Publicada originalmente às 09h 27 do dia 13/03/2025) 

(Brasília-DF, 14/03/2025). Na manhã desta quinta-feira, 13, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços de janeiro de 2025 que o volume de serviços decresceu 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após ter ficado estável (0,0%) em dezembro de 2024.

 

Com isso, o setor se encontra 15,9% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 1,1% abaixo de outubro de 2024 (pico da série histórica).

 

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2024, o volume de serviços avançou 1,6%, sua 10ª taxa positiva consecutiva. O acumulado em doze meses, ao crescer 2,9% em janeiro de 2025, reduziu o ritmo de expansão frente a dezembro de 2024 (3,2%).

 

A variação negativa de 0,2% do volume de serviços em janeiro de 2025, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para a retração vinda de transportes (-1,8%), depois de ter mostrado acréscimo de 0,2% em dezembro do ano passado. Os demais recuos ficaram com os serviços prestados às famílias (-2,4%) e com os profissionais, administrativos e complementares (-0,5%), com o primeiro setor eliminando parte do ganho de 7,0% acumulado entre maio e dezembro de 2024, e o último registrando o terceiro revés seguido, com perda de 3,7% nesse intervalo.

 

Em sentido oposto, informação e comunicação (2,3%) e outros serviços (2,3%) apontaram os únicos avanços de janeiro de 2025, com a primeira atividade acumulando um ganho de 2,8% nos últimos três meses, enquanto a última recupera parte da perda verificada em dezembro de 2024 (-4,1%).

 

A média móvel trimestral foi de -0,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2025 frente ao mês anterior. Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, quatro dos cinco setores investigados também mostraram retração: transportes (-1,8%); profissionais, administrativos e complementares (-1,2%); outros serviços (-0,2%); e serviços prestados às famílias (-0,1%), ao passo que informação e comunicação (0,9%) registrou o único avanço deste mês.

 

 

Em janeiro, serviços caem em 17 das 27 unidades da federação

 

Regionalmente, a maior parte (17) das 27 unidades da federação assinalou retração no volume de serviços em janeiro de 2025, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o decréscimo observado no resultado do Brasil (-0,2%).

 

Os maiores impactos negativos vieram do Distrito Federal (-8,7%), Minas Gerais (-1,7%), Pernambuco (-4,5%), Amazonas (-7,0%) e Espírito Santo (-5,2%). Já as principais influências positivas vieram de São Paulo (0,9%), Rio de Janeiro (1,0%) e Santa Catarina (3,4%).

 

Frente a janeiro de 2024, a expansão do volume de serviços no Brasil (1,6%) foi acompanhada por apenas 13 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (4,3%), seguido por Rio de Janeiro (3,8%), Santa Catarina (3,2%) e Minas Gerais (0,9%). Em sentido oposto, Mato Grosso (-25,8%), Rio Grande do Sul (-8,2%) e Paraná (-1,9%) lideraram as perdas do mês.

 

Atividades turísticas recuam 6,4% em janeiro

 

Em janeiro de 2025, o índice de atividades turísticas caiu 6,4% frente ao mês imediatamente anterior, após ter avançado 3,1% em dezembro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 7,2% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 6,4% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado, justamente, em dezembro de 2024.

 

Regionalmente, 12 dos 17 locais pesquisados acompanharam esse movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-6,4%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-8,3%), seguido por Rio de Janeiro (-5,4%), Minas Gerais (-4,2%) e Paraná (-5,5%). Em sentido oposto, Bahia (1,5%), Santa Catarina (1,7%) e Ceará (1,4%) lideraram os ganhos do turismo.

 

Na comparação janeiro de 2025 / janeiro de 2024, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 3,5%, oitavo resultado positivo seguido, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo de passageiros, restaurantes, e serviços de reservas relacionados a hospedagens.

 

Doze das 17 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (4,0%), seguido por Rio de Janeiro (6,6%), Bahia (9,0%), Santa Catarina (7,0%) e Goiás (8,6%). Em contrapartida, Rio Grande do Sul (-6,1%), Minas Gerais (-1,9%) e Mato Grosso (-11,4%) exerceram os principais impactos negativos do mês.

 

Transportes de passageiros (-7,6%) e de cargas (-0,7%) apresentam queda

 

Em janeiro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou retração de 7,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter avançado 0,8% em dezembro. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 3,4% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 25,1% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

 

Por sua vez, o volume de transporte de cargas recuou 0,7% em janeiro de 2025, terceiro revés consecutivo, com perda acumulada de 3,3%. Dessa forma, o segmento se situa 8,9% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 30,9% acima de fevereiro 2020.

 

Na comparação com janeiro de 2024, o transporte de passageiros avançou 1,5% em janeiro de 2025, quinto resultado positivo seguido. Já o transporte de cargas recuou 4,5%, registrando, assim, a terceira queda seguida.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real )