Sem se referir a nota do Departamento de Estado afirmando que o Brasil atua contra a liberdade de expressão, Alexandre de Moraes diz que “deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822”
Luís Roberto Barroso falou também e disse que “não tememos a verdade e muito menos a mentira”
( Publicada originalmente às 17 h 23 do dia 27/02/2025)
(Brasília-DF, 28/02/2025) Nesta tarde de quinta-feira, 27, após a divulgação nessa quarta-feira, 26, de nota do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que foi republicada no site da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil - repreendendo o Brasil por tomar medidas contra empresas sediadas naquele país que seriam medidas que contrariam a liberdade de expressão, na abertura da sessão no plenário do Supremo Tribunal Federal( STF), o ministro Alexandre de Moraes, que vem sendo relator das medidas contra empresas de redes sociais que atuam no Brasil e estão sendo acionadas por não cumprir a legislação brasileira, se pronunciou.
O ministro Alexandre de Moraes defendeu o compromisso do Supremo Tribunal Federal (STF) com a defesa da democracia, da igualdade entre as nações, da soberania do Brasil e da independência do Poder Judiciário.
“Deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822. E com coragem estamos construindo uma República independente e cada vez melhor”, disse.
O ministro lembrou que há 73 anos, em 27 de fevereiro de 1952, foi realizada a primeira reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) em sua sede permanente, em Nova Iorque.
“Hoje, os 193 Estados-membros e os dois Estados observadores permanecem com o mesmo ideário daquela época: a luta contra o fascismo, o nazismo e o imperialismo em todas suas formas, presencial e virtual, e também a defesa da democracia e a consagração dos direitos humanos, sem discriminação, coação ou hierarquia entre estados”.
Democracia
O presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, relembrou que o país evitou o colapso das instituições e um golpe de estado em 8 de janeiro de 2023.
“A tentativa de fazer prevalecer a narrativa dos que apoiaram um golpe fracassado não haverá de prevalecer entre as pessoas verdadeiramente de bem e democratas, e o STF continuará a cumprir o seu papel de guardião da Constituição Federal e da democracia”, afirmou. “Não tememos a verdade e muito menos a mentira”.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)