DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem agenda de divulgação de índices relevantes
Veja mais números
(Brasília-DF, 18/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da SP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem agenda de divulgação de índices relevantes.
Veja mais:
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,2%) após feriado federal nos EUA. A taxa das Treasuries opera em alta durante a manhã, enquanto investidores aguardam a ata da reunião do FOMC ainda esta semana.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%) devido a incertezas geopolíticas na região. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,9%; HSI: 1,6%), após Xi Jinping anunciar apoio ao setor privado em reunião com altos executivos e incentivar empresas a “mostrarem o seu talento”.
IFIX
O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou alta de 0,87% na segunda-feira, influenciado pelo fechamento da curva de juros futura. Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de 0,88%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,75% no dia. Os destaques positivos do dia foram ICRI11 (+4,7%), HSAF11 (+4,4%) e MANA11 (+3,2%). Já os principais destaques negativos foram SNCI11 (-2,3%), ARRI11 (-1,8%) e PORD11 (-0,9%).
Agenda econômica esvaziada hoje. Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação da confiança do construtor (NAHB) e da sondagem empresarial Empire Manufacturing (Fed Nova Iorque) referentes a fevereiro. Segundo dados já publicados nesta manhã, o índice de expectativas ZEW da Zona do Euro subiu de 18,0 em janeiro para 24,2 em fevereiro, em linha com as expectativas.
IBOVESPA +0,26% | 128.552 Pontos. CÂMBIO +0,28% | 5,71/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,3% ontem, aos 128.522 pontos, em um dia de liquidez reduzida devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos, e com o índice continuando a sua tendência positiva após a alta significativa de 2,7% no pregão anterior.
Os principais destaques positivos do dia foram os papéis mais cíclicos como Magazine Luíza, Vamos e CVC (MGLU3, +7,9%; VAMO3, +5,8%; CVCB3, +4,6%), repercutindo o fechamento da curva de juros. Os frigoríficos, como JBS e Marfrig (JBSS3, -2,8%; MRFG3, -2,5%), caíram, continuando a tendência do setor ainda em meio a percepção negativa dos investidores com o resultado da Pilgrim’s Pride Corp. (PPC), subsidiária de processamento de frango da JBS.
Nesta terça-feira, teremos, pela temporada de resultados do 4º trimestre de 2024, Carrefour, Iguatemi e Pão de Açúcar.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte fechamento ao longo da curva. Com o mercado norte-americano fechado em razão do feriado do Dia do Presidente, o prêmio de risco dos vencimentos de curto prazo foi reduzido a partir da divulgação do IBC-Br, que apontou uma queda de 0,7% em dezembro e mostrou desaceleração da atividade econômica doméstica. Já os ativos de longo prazo foram influenciados pelo resultado da pesquisa de popularidade do governo, que indicou uma maior chance de alternância política em 2026, sob a ótica do risco fiscal. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,67% (-13,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,58% (-22bps); DI jan/29 em 14,32% (-23,3bps); DI jan/31 em 14,31% (-24,4bps).
Economia
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – considerado uma proxy mensal do PIB – registrou queda de 0,7% entre novembro e dezembro, resultado abaixo das expectativas. O indicador ficou estável no 4º trimestre em relação ao 3º trimestre de 2024, encerrando uma sequência de quatro aumentos consecutivos. Apesar disso, o IBC-Br subiu 3,8% em 2024, muito acima das projeções iniciais. Prevemos desaceleração em 2025 (alta ao redor de 2,0%), em linha com o aumento da inflação, as condições financeiras mais restritivas e o menor impulso fiscal.
Conforme divulgado no Boletim Focus ontem, as projeções de mercado para o IPCA continuam a subir de forma generalizada. Por exemplo, a mediana das expectativas para 2025 aumentou de 5,58% para 5,60%; para 2026, houve elevação de 4,30% para 4,35%, ainda mais distante da meta de inflação (3%). Enquanto isso, o consenso de mercado para a taxa Selic permaneceu em 15,00% para o final deste ano e 12,50% para o final do ano que vem.
Não há indicadores relevantes na agenda doméstica desta terça-feira.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)