Geraldo Alckmin, na última sanção da Reforma Tributária, disse que poder de tributar não pode ser um poder para destruir; Relatores Mauro Filho fala em aumento do PIB e Eduardo Braga fala em Custo Brasil
Hugo Motta também foi ao evento da sanção final
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(Brasília-DF, 14/01/2026) Nessa terça-feira, 13, durante a cerimônia de sanção da lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto que será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios - o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, classificou a reforma tributária como histórica, por simplificar as regras, trazer eficiência econômica e gerar desenvolvimento ao país.
“Essa é uma reforma histórica, porque ela traz eficiência econômica, ela simplifica. Cinco impostos viram um IVA dual”, destacou Alckmin, lembrando que o empresário enfrenta um “labirinto tributário” para atender a diferentes regras federais, estaduais e municipais.
O ministro citou estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que estima um crescimento de mais de 12% do PIB brasileiro, em 15 anos, aumento de 14% dos investimentos e de 17% das exportações, após a reforma.
“O poder de tributar não pode ser um poder para destruir, ele deve ser um poder para instruir e construir”, pontuou Alckmin.
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“As empresas brasileiras poderão produzir com custo menor, aumentando o Produto Interno Bruto brasileiro, gerando mais empregos, que também é uma das funções da reforma tributária”, disse o relator do PLP 108/2024 na Câmara, deputado Mauro Benevides Filho (PDT - CE).
“Depois de quatro décadas, finalmente a Reforma Tributária está aprovada O povo terá simplificação, transparência, neutralidade, garantia de que não haverá aumento da carga tributária e, acima de tudo, redução do custo Brasil, com segurança jurídica, aumento de investimentos, da geração de emprego e renda no médio e no longo prazo”, comentou o relator do PLP 108/2024 no Senado, senador Eduardo Braga (MDB -AM).
“Durante décadas, o Brasil conviveu com o sistema tributário complexo, que freava o nosso desenvolvimento”, disse o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos - PB). “Estamos inaugurando uma nova era de cidadania fiscal e desenvolvimento econômico”, afirmou, ressaltando o papel do Poder Legislativo na construção de consensos que levaram à entrega efetiva da Reforma Tributária do consumo ao País.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)