31 de julho de 2025
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GENIAL/QUAEST: Lula lidera no primeiro turno, mas no segundo turno teria um empate de 41% com o senador Flávio Bolsonaro, um empate técnico

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Por Política Real com redes sociais
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Quadro da Genial/ Quaest sobre possível segundo turno Foto: site da Genial Quaeste

(Brasília-DF, 11/03/2026) Nesta quarta-feira, 11, foi divulgada pesquisa presidencial da parceria Genial/Quaest mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando todas as disputas possíveis de primeiro turno, perde apoios, mas continua liderando e no segundo turno, a disputa mais competitiva é entre Lula e  o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), com 41% para cada, configurando empate numérico.

“A gente tem um empate não mais técnico, não mais estatístico, um empate numérico entre Lula e Flávio. Essa seria a competição mais importante”.

Veja as postagens do cientista político e CEO da Quaest Pesquisas

Pesquisa Genial/Quaest mostra governo Lula aprovado por 44% e desaprovado por 51% (saldo negativo de 7 pontos); o pior resultado de aprovação desde julho/25, antes do tarifaço de Trump.

A avaliação do governo também piorou no ultimo mês: A avaliação positiva oscilou negativamente, saiu de 33% para 31%; enquanto a avaliação negativa foi de 39% para 43%. O saldo negativo dobrou em um mês, foi de -6 para -12. O regular oscilou de 26% para 25%.

Essa mudança parece ser uma combinação de 3 fatores: primeiro, o noticiário ficou mais negativo. Enquanto 47% foram impactados por notícias negativas, só 24% foram impactados por notícias positivas no último mês.

O noticiário foi tão negativo que fez a corrupção chegar a segunda posição entre os temas mais preocupantes do país (20%), atrás apenas da violência (27%).

O segundo motivo parece ser a piora na percepção sobre a economia. Os índices não são tão ruins quanto eram em março do ano passado, mas a tendência é negativa desde dez/25. Chegou a 48% a percepção de que a economia piorou no último ano, enquanto 24% viram melhora.

O terceiro motivo é o não efeito esperado da isenção do IR. No último mês não houve mudança significativa no percentual dos brasileiros que dizem ter sido beneficiados pela nova tabela do IR. O indicador oscilou de 30% para 31%

Pelo quarto mês consecutivo a pesquisa reforça a  calcificação política no Brasil. Lula tem entre 36% e 39% das intenções de voto nos diferentes cenários de primeiro turno; Flávio Bolsonaro tem entre 30% e 35%. Ratinho tem 7%; Caiado 4%; Zema e Leite tem 3% cada.

De dezembro pra março, em um dos cenários  testados, Lula saiu de 39% para 36% (-3), Flávio foi de 23% para 33% (+10) e Ratinho Jr de 13% para 7% (-6). Renan e Aldo permanecem nos 2%.

Mas de onde vem esse crescimento de Flávio?

Desde que foi lançado pelo pai, Flávio tem conseguido monopolizar o eleitor bolsonarista (de 76% em dez/25 para 92% de conversão em mar/26), tem crescido no eleitor de direita (de 45% para 71% de conversão) e melhorado seu desempenho no eleitor independente (de 11% para 21%).

Nas simulações de segundo turno, a pesquisa de março mostra um empate numérico entre Lula e Flavio (41 x 41). Só no último mês, a diferença entre eles, que era de 5 pontos, caiu para zero!

O empate entre os dois principais competidores a 6 meses da eleição reforça a tese da calcificação que eu e o jornalista  @traumann apresentamos no nosso livro, ‘Biografia do Abismo’ em 2023. Lula é hegemônico no campo anti-bolsonarista (lulismo + esquerda) e Flávio é hegemônico no campo anti-petista (direita + bolsonarismo). A disputa está nos independentes!

E é aí que vem a novidade: pela primeira vez, Flavio aparece numericamente a frente de Lula neste segmento! Entre os independentes, Flavio tem 32%, Lula tem 27%, 36% não vão votar e 5% estão indecisos. Vale lembrar que a margem de erro nesse sub-grupo é de 3pp e por isso não dá pra afirmar quem estaria na frente de quem.

Nas demais simulações, Lula aparece 9 pontos a frente de Ratinho Jr, 10 pontos a frente de Zema, 12 pontos a frente de Caiado, 16 pontos a frente de Eduardo Leite, 21 pontos a frente de Aldo Rebelo e 19 pontos a frente de Renan Santos.

Das alternativas testadas, só Romeu Zema obteve uma oscilação positiva de intenção de voto nos últimos meses. Em jan/26 tinha 31% contra 46% de Lula (+15) e agora Zema tem 34% contra 44% de Lula (+10).

No último mês, o governador de MG conseguiu melhorar seu desempenho especialmente entre eleitores bolsonaristas (saiu de 56% para 63%), e continuou em tendência positiva na direita (alcançou 69%). Lula e Zema aparecem empatados entre os independentes: cada um tem 33% das intenções de voto.

Na batalha de rejeições, pela primeira vez há numericamente mais gente afirmando ter medo da continuidade de Lula na presidência (43%) do que medo da volta da família Bolsonaro ao poder (42%). Vale destacar que Lula sempre levou vantagem (mesmo que pequena) nesse indicador.

Lula passa a ter o seu pior desempenho de potencial de voto na série histórica (41%) e a maior rejeição numérica entre os possíveis candidatos (56%). Rejeição ao Flávio também é alta (55%), mas chama atenção a mudança ao longo do tempo. Em dez/25, Lula tinha bem mais potencial e menos rejeição. Agora, os dois tem percentuais parecidos.

A grande questão é ver o comportamento dos independentes: Lula aparece com mais potencial de voto (29 x 26), mas também com mais rejeição (65 x 61). Mas 6% dizem não ter condições de opinar sobre Lula e 13% não conseguem opinar sobre Flávio. Essa pequena faixa é que tende a definir o jogo!

Para os dois lados, o desafio parece ser o de moderação! Para a maioria dos brasileiros, Flávio não é mais moderado que sua família (48 x 38)…

Esta é uma opinião especialmente forte entre os eleitores independentes: 53% o consideram tão radical quanto a família, contra 28% que o consideram mais moderado! Se conseguir se diferenciar da família, pode encontrar um espaço de crescimento entre esses eleitores decisivo

Se Flavio ainda não convenceu a maioria de que é diferente da família, Lula divide opiniões quando ele é comparado ao PT: 42% acreditam que Lula seja mais moderado que seu partido e 43% o consideram com a mesma posição.

Assim como acontece com Flávio, a maior parte do eleitor independente também acha que Lula é igual ao PT (44% x 34%). Mas vale chamar atenção para a pequena vantagem que o presidente tem, já que 28% dos independentes acham Flavio mais moderado que a família e 34% acham Lula mais moderado que o seu partido.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9/MARÇO. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026)

( da redação com informações de redes sociais. Edições: Política Real)