DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem previsão de divulgação de índices relevantes
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(Brasília-DF, 14/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando os mercados globais em queda e no Brasil não há previsão de divulgação de índices relevantes.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), após o mercado recuar das máximas históricas observadas no início da semana. O movimento ocorre antes da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de dezembro e em meio à continuidade da temporada de resultados, com Bank of America, Wells Fargo e Citigroup reportando seus números antes da abertura. Na sessão de ontem, os principais índices fecharam em baixa, com o S&P 500 recuando 0,2% e o Dow Jones caindo cerca de 0,8%, pressionados sobretudo pelo setor financeiro. As ações de bancos sofreram após a reação negativa ao resultado do JPMorgan, enquanto declarações recentes de Donald Trump seguem elevando a incerteza e afetando o sentimento do mercado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), com o índice renovando máxima histórica, em meio à expectativa por uma reunião entre autoridades dos Estados Unidos, da Groenlândia e da Dinamarca para discutir o futuro do território. No noticiário corporativo, a BP alertou para possíveis baixas contábeis entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões no quarto trimestre, relacionadas às suas operações de gás e energia de baixo carbono, pressionando suas ações. Em contrapartida, papéis ligados a metais preciosos avançam após a prata ultrapassar US$ 90 por onça pela primeira vez.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,6%), assim como no restante da Ásia, com destaque para o Japão, onde o Nikkei superou os 54.000 pontos e renovou máximas históricas, impulsionado pela expectativa de eleições antecipadas e pela continuidade do chamado “Takaichi trade”, que combina iene mais fraco e valorização das ações. O Topix também atingiu novo recorde, enquanto o iene se desvalorizou para além de 159 por dólar.
IBOVESPA -0,72% | 161.973 Pontos. CÂMBIO +0,01% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,7%, aos 161.973 pontos. O ambiente global segue incerto, em meio à intensificação das tensões políticas no Irã, que levou o governo dos EUA a anunciar tarifas sobre países que mantêm relações comerciais com o país. Além disso, o mercado continua acompanhando o conflito entre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o presidente Donald Trump.
Petrobras (PETR3, +3,4%; PETR4, +2,6%) avançou, beneficiada pela alta dos preços do petróleo, refletindo o aumento das preocupações do mercado com as tensões geopolíticas com o Irã. Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3, -8,4%) caiu significativamente. A companhia anunciou que o seu ex-COO, que havia renunciado há três semanas, assumirá agora o cargo de vice-presidente comercial da companhia.
Nesta quarta-feira, destaque para a divulgação dos dados de inflação ao produtor (PPI) e vendas no varejo nos EUA. Além disso, pela temporada internacional de resultados do 4º trimestre de 2025, teremos os balanços de Bank of America, Citigroup e Wells Fargo.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta terça-feira em queda moderada nos vértices curtos, acompanhando o alívio visto no exterior, e apoiados pela retração do setor de serviços no Brasil em novembro. O movimento reforçou expectativas de cortes de juros aqui e lá fora. Já os vencimentos longos permaneceram pressionados, influenciados pelo leilão do Tesouro de NTN-B com absorção integral, mas taxas acima do esperado, sinalizando cautela na demanda. DI jan/27 em 13,695% (-4,0bps); DI jan/28 em 12,970% (-5,0bps); DI jan/29 em 12,990% (-1,0bp); DI jan/31 em 13,300% (+1,0bp). Nos EUA, as Treasuries operaram estáveis, com leve ajuste após CPI – inflação ao consumidor – em linha e núcleos abaixo do previsto. T-note 2y em 3,53% (-1bp); T-note 10y em 4,18% (-1bp); T-bond 30y em 4,83% (0bp).
IFIX
O IFIX encerrou a terça-feira em alta de 0,21%, acumulando valorização de 0,54% no ano. O movimento foi influenciado pelo leve fechamento da curva de juros nos vértices curtos. No desempenho setorial, os fundos de tijolo registraram avanço médio de 0,27%, segmento mais sensível às variações da curva de juros, enquanto os fundos de papel apresentaram alta marginal de 0,09%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se JSCR11 (+3,4%), TGAR11 (+3,0%) e KORE11 (+1,6%). Já entre as principais quedas, figuraram CCME11 (-1,8%), URPR11 (-1,6%) e HSAF11 (-1,3%).
Economia
Dados de inflação ao consumidor (CPI) de dezembro nos Estados Unidos mostraram alta de 2,7% na variação interanual, semelhante ao registrado em novembro e em linha com as expectativas. Já o núcleo do índice, que exclui itens mais voláteis, mostrou pequena desaceleração ante o mês anterior e fechou em 2,6%. O resultado é levemente positivo para o Fed, mas novos cortes de juros ainda estão distantes. Também nos EUA, dados de vendas de novas residências mostraram leve queda mensal em outubro após meses consecutivos de aumentos, mas a queda nos preços pode apoiar o mercado mobiliário neste ano. No Brasil, a receita real no setor de serviços caiu 0,1%, interrompendo nove meses de alta, e registrou alta de 2,5% na comparação com o ano anterior. Apesar do resultado levemente negativo, o setor de serviços deve continuar a ser o principal impulsionador do PIB neste ano, com crescimento projetado de 2,7%.
Na agenda internacional do dia, teremos a divulgação nos Estados Unidos do índice de preços ao produtor (PPI) de novembro, com expectativa de alta de 2,6%, e das vendas no varejo de novembro, com alta esperada de 0,4% ante outubro. Além disso, o Fed publica o Livro Bege, um compilado de informações descritivas da situação da economia norte-americana. Não há indicadores previstos no Brasil.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)