DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil as vendas do comércio varejista em dezembro estarão no centro das atenções.
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(Brasília-DF, 13/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil as vendas do comércio varejista em dezembro estarão no centro das atenções.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,2%) enquanto investidores aguardam mais dados de inflação e resultados trimestrais de empresas. A taxa das Treasuries opera em queda durante a manhã, após o CPI vir mais alto que o esperado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,7%) após bons resultados de empresas, dados econômicos e expectativas de fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,4%), por conta de dados de inflação mais altos nos EUA que reduzirão as chances de flexibilização de política monetária no país.
IFIX
O índice de fundos imobiliários, o IFIX, andou de lado na quarta-feira. Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de 0,22%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de -0,14% no dia. Os destaques positivos do dia foram MFII11 (+4,4%), HCTR11 (+3,2%) e WHGR11 (+2,2%). Já os principais destaques negativos foram BBIG1 (-3,9%), TRBL11 (-3,3%) e BROF11 (-3,2%).
Economia
O índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em janeiro comparado a dezembro, o ritmo mais forte desde agosto de 2023. A mediana das expectativas de mercado apontava para elevação de 0,3%. A inflação atingiu 3,0% no acumulado em 12 meses, o maior patamar desde junho de 2024. Por sua vez, a medida de núcleo do CPI – exclui os itens de alimentos e energia – registrou alta de 0,45% em janeiro e 3,3% na base anual, acima das projeções de 0,3% e 3,2%. Esses resultados reforçam a mensagem do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de que não há pressa em retomar o corte de juros em meio à crescente incerteza sobre a economia. Conforme publicado em nosso último relatório mensal de cenário econômico, passamos a projetar estabilidade dos juros de referência em 2025.
Na agenda internacional de hoje, destaque para o índice de preços ao produtor dos EUA (PPI, na sigla em inglês) referente a janeiro. O mercado prevê alta de 0,3% em relação a dezembro, compatível com inflação de 3,3% no acumulado em 12 meses.
IBOVESPA -1,69% | 124.380 Pontos. CÂMBIO -0,07% | 5,76/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 1,7% ontem, aos 124.380 pontos, repercutindo a inflação ao consumidor (CPI) de janeiro nos EUA, que veio acima do esperado e pressionou as taxas das Treasuries, com as taxas de 10 anos terminando pregão em 4,62% (+9 bps). Como resultado, houve um movimento de abertura nas pontas longas da curva de juros, e o DI/Jan 34 também abriu 9 bps. Além disso, a pesquisa mensal de serviços referente a dezembro veio abaixo das expectativas, indicando uma desaceleração da atividade econômica.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Carrefour Brasil (CRFB3, +2,7%), ainda repercutindo a notícia de que o seu controlador, o grupo francês Carrefour, enviou uma proposta ao conselho de administração com o objetivo de fechar o capital da companhia (veja aqui o comentário). Por outro lado, Hapvida (HAPV3, -7,2%) teve forte queda. Na última terça-feira, após o fechamento do mercado, houve o anúncio de que o papel será excluído do índice MSCI Brazil na abertura do dia 3 de março (veja aqui mais detalhes).
Nesta quinta-feira, teremos a pesquisa mensal do comércio referente a dezembro no Brasil e os dados de inflação ao produtor de janeiro nos EUA. Pela temporada de resultados do 4T24, foco para BR Partners e Raízen. Já pela temporada internacional, os destaques serão Airbnb, Deere & Co, Duke Energy, Palo Alto Networks e Zoetis.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento nos vértices curtos e incremento na parte longa da curva. No Brasil, o recuo de 0,5% m/m (vs. 0,1% m/m estimado pelo mercado) no volume de serviços prestados em dezembro ajudou a reduzir a precificação na parte curta da curva. Contudo, a alta de 0,5% m/m (vs. 0,3% m/m esperado pelo consenso) da inflação ao consumidor americano em janeiro contribuiu para a abertura dos vértices longos. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,9% (- 3,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,06% (+0,1bp); DI jan/29 em 14,92% (+10bps); DI jan/31 em 14,91% (+11,6bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,36% (+7,0bps), enquanto os de dez anos em 4,62% (+8,0bps).
No Brasil, o faturamento real do setor de serviços contraiu 0,5% entre novembro e dezembro, abaixo das expectativas (XP e mercado: +0,2%). Além disso, houve revisão baixista no dado de novembro, de -0,9% para -1,4%. Apesar desses resultados fracos, o indicador avançou 0,8% no 4º trimestre ante o 3º trimestre de 2024, o sétimo crescimento consecutivo. O setor terciário perdeu velocidade no final de 2024, mas não projetamos reversão abrupta em sua trajetória de crescimento. Prevemos alta de 2,0% para o PIB de 2025, após expansão de 3,5% em 2024.
No Brasil, as vendas do comércio varejista em dezembro estarão no centro das atenções. Estimamos que o índice de varejo ampliado subiu 0,3% em comparação a novembro e 3,5% ante dezembro de 2023.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)