31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro

Veja mais

Publicado em
Mercados em negativo

(Brasília-DF, 12/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no  Brasil destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro.

Veja mais:

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%) enquanto investidores aguardam dados de inflação (CPI e PPI) durante a semana. A taxa das Treasuries opera em alta durante a manhã, após Jerome Powell dizer que o Fed não precisa ter pressa para fazer mais cortes na taxa de juros americana.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,1%) após bons resultados de empresas. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +1,0%; HSI: +2,6%), com otimismo em relação às ações chinesas ser ainda mais impulsionado após o anúncio de parceria entre Apple e Alibaba para levar mais ferramentas de IA para os produtos da Apple na China.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, andou de lado na terça-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,02%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 012% no dia.

Nos EUA, o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, ao Senado americano foi visto como pessimista pelo mercado, que passou a precificar uma política monetária restritiva por um período mais longo. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,29% (+1,0bp), enquanto os de dez anos em 4,54% (+3,0bps).

Nos Estados Unidos, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que não há pressa para mudar a política de juros do país, dada a solidez da economia e do mercado de trabalho. O mercado espera apenas um corte de juros em meados do ano, enquanto antecipamos taxas estáveis ao longo de 2025. A atenção desta quarta-feira está voltada para o CPI americano de janeiro, com expectativa de alta mensal de 0,3% e acumulado de 2,9% em 12 meses.

IBOVESPA +0,75% | 126,522 Pontos.   CÂMBIO -0,31% | 5,77/USD

Ibovespa

Na terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,8%, aos 126.522 pontos, em um dia marcado pela divulgação do IPCA de janeiro, que veio ligeiramente abaixo das expectativas. Como resultado, os ativos locais tiveram um desempenho positivo: o dólar terminou o pregão em R$ 5,77 (-0,4%) e a curva de juros fechou em suas pontas mais curtas.

O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Carrefour Brasil (CRFB3, +10,1%), após a empresa divulgar, via fato relevante, que seu controlador, o grupo francês Carrefour, enviou uma proposta ao conselho de administração com o objetivo de fechar o capital da companhia. Já a Vivara (VIVA3, -2,2%) terminou o pregão em queda, repercutindo o anúncio da saída do diretor de marketing da empresa.

Nesta quarta-feira, o destaque da agenda econômica será a inflação ao consumidor (CPI) de janeiro nos EUA. Pela temporada de resultados do 4T24, teremos TOTVS, enquanto pela temporada internacional, Barrick Gold, Exelon, Heineken, Kraft Heinz e Reddit reportam seus balanços.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, a alta do IPCA de janeiro (0,16% m/m), em linha com as estimativas do mercado, e a expectativa dos investidores sobre a concretização de um acordo entre os governos do Brasil e dos EUA para eliminar ou mitigar as tarifas ajudaram a reduzir a precificação de risco nos ativos locais. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,94% (- 5,8bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,06% (- 12,6bps); DI jan/29 em 14,83% (- 9,9bps); DI jan/31 em 14,8% (- 9bps).

Economia

No Brasil, o IPCA de janeiro subiu 0,16% ante dezembro, abaixo das expectativas, devido ao bônus da usina de Itaipu nas tarifas de energia, reduzindo o acumulado em 12 meses para 4,56%. A leitura trouxe surpresas benignas, especialmente em bens industriais e serviços, levando a uma reação favorável do mercado. No entanto, enxergamos o alívio como temporário, já que a queda na energia será revertida em fevereiro, e os fundamentos econômicos ainda apontam para aceleração da inflação em serviços e bens. Seguimos projetando IPCA de 6,1% em 2025, com a Selic atingindo 15,50%.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)