Hugo Motta fala, sobre lei de inelegibilidade, que “8 anos é muito tempo”
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(Brasília-DF, 07/02/2025) O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, em João Pessoa( PB), cumprindo a sua primeira viagem depois de eleito para o cargo em seu Estado concedeu entrevista a rádio Arapuan. Ele falou sobre diversos temas. Ele admitiu colocar em votação da Lei da Ficha Limpa e disse que a condenação de 8 anos é muito severa.
“O que eu tenho dito é que temos um compromisso de pautar a mudança na Lei da Ficha Limpa. Se o PL (Partido Liberal), o partido do presidente Bolsonaro, levar esse assunto à Casa, vamos tratar como qualquer outro projeto. Vamos discutir com responsabilidade e, claro, dividir a decisão com o colégio de líderes para ver se esse assunto deve ser priorizado ou não”, afirmou o presidente da Câmara.
Motta falou também, provocado, sobre a duração da inelegibilidade, argumentando que oito anos de penalidade é um tempo excessivo no contexto da política brasileira.
“No sistema democrático, achar que oito anos é um tempo justo de penalidade é não reconhecer a dinâmica da política. Oito anos na política brasileira é uma eternidade. No cenário atual, em 2025, já se fala da eleição de 2026, e nesse curto espaço de tempo, ainda acontecerão fatos que não conseguimos prever. Imagina oito anos?”, ponderou.
Motta comentou, também, a proposta de redução do período de inelegibilidade de oito para dois anos, defendida por alguns setores. Para ele, essa mudança poderia enfraquecer a Lei da Ficha Limpa e, em última análise, “matar” a sua eficácia. “Quando você reduz de oito para dois anos, você basicamente elimina a força da lei, porque um político condenado poderia já se candidatar na eleição seguinte. Isso anularia a principal função punitiva da Lei da Ficha Limpa”, alertou.
( da redação com PB Agora. Edição: Política Real)