31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil as atenções estarão voltadas aos dados de produção industrial em dezembro

Veja mais números

Publicado em
Mercados globais em queda

(Brasília-DF, 05/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, as atenções estarão voltadas aos dados de produção industrial em dezembro.

Veja mais:

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,9%) após a Alphabet, empresa controladora do Google, decepcionar na receita do segmento de Cloud e divulgar guidance do capex para 2025 bem acima do esperado. Na frente macroeconômica, a taxa das Treasuries apresenta leve queda, enquanto os investidores aguardam os dados do payroll na sexta-feira.

Na Europa, as bolsas operam com baixa volatilidade (Stoxx 600: 0,0%) enquanto investidores monitoram as divulgações de resultados das empresas. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,6%; HSI: -0,9%), ainda com incertezas acerca da guerra comercial com os EUA.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou queda de 0,05% na terça-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,37%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,35% no dia.  Os destaques positivos do dia foram GZIT11 (+7,0%), HCTR11 (+3,5%) e KNUQ11 (3,0%). Já os principais destaques negativos foram HSAF11 (-3,9%), MFII11 (-3,0%) e VGHF11 (-2,7%).

Nos EUA, a sondagem de serviços ISM e o relatório ADP de emprego no setor privado serão os protagonistas (ambos referentes a janeiro).  

IBOVESPA -0,65% | 125.147 Pontos.   CÂMBIO -0,75% | 5,76/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 0,7% ontem, aos 125.147 pontos. Os investidores ficaram atentos à publicação da ata do Copom, que sinalizou um tom ainda duro e reconheceu os desafios do Banco Central para levar a inflação de volta para a meta. Além disso, o câmbio continuou a sua trajetória de queda, com o dólar terminando o pregão aos R$ 5,76 (-0,9%).

O principal destaque positivo do dia foi Braskem (BRKM5, +3,9%), após a agência de classificação de risco Fitch indicar em relatório que o anúncio da empresa de aumento de R$ 1,3 bilhão nas provisões referentes ao evento geológico em Alagoas possui um impacto limitado em seu perfil de crédito. Já empresas exportadoras como Suzano, JBS e Klabin (SUZB3, -4,0%; JBSS3, -3,8%; KLBN11, -3,7%) caíram, pressionadas pela queda do dólar.

Nesta quarta-feira, os mercados acompanham o relatório ADP e o ISM de serviços nos EUA, ambos referentes a janeiro. Pela temporada de resultados do 4T24, destaque para os balanços de Itaú e Santander. Por fim, pela temporada internacional de resultados, os destaques serão Disney, Ford, Novo Nordisk, TotalEnergies e Uber.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento nos vértices intermediários e longos da curva. No Brasil, o Banco Central publicou a ata da última reunião do Copom, que foi vista como mais restritiva que o esperado pelo mercado. Além disso, foi divulgado o Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional, no qual foi sinalizada a intenção de emitir menos títulos prefixados. O DI jan/26 encerrou em 14,92% (+1,1bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,88% (+0,1bp); DI jan/29 em 14,47% (-5,7bps); DI jan/31 em 14,41% (-7,1bps).

Nos EUA, enquanto a questão tarifária continua em destaque, o relatório de emprego Jolts apresentou a abertura de 7,6 milhões de postos de trabalho no país. O número veio em linha com o consenso e abriu espaço para um aumento na precificação de corte de juros na próxima reunião do Fed. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,21% (-5,0bps), enquanto os de dez anos em 4,52% (-2,0bps).

Economia

O Copom publicou, ontem pela manhã, a ata de sua reunião de política monetária realizada em janeiro. O documento apresentou um cenário desafiador para a inflação. As projeções de IPCA seguem acima da meta, e a ata reforçou que os riscos continuam inclinados para cima. No cenário doméstico, o comitê destacou que “o conjunto dos indicadores de atividade e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo”, e sugeriu cautela na leitura dos sinais incipientes de desaceleração econômica. Acreditamos que o Copom adotará uma postura firme no curto prazo, provavelmente estendendo o ciclo de alta da taxa Selic além da reunião de março (embora isso não tenha sido explicitamente mencionado). Prevemos que a taxa básica de juros atingirá 15,50% em junho, após altas de 1,00 – 0,75 – 0,50 p.p. nas próximas três reuniões de política monetária.      

Hoje, destaque para a divulgação de indicadores de atividade econômica. No Brasil, as atenções estarão voltadas aos dados de produção industrial em dezembro. As estimativas apontam para terceira queda mensal consecutiva no índice geral da indústria.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)