DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para integra da Ata do Copom
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(Brasília-DF, 04/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%) após a China anunciar tarifas contra os EUA como forma de retaliação. Investidores também aguardam resultados de gigantes como Amazon e Alphabet durante a semana, além do payroll na sexta-feira.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%) por conta de incertezas em relação a dinâmica comercial com os EUA. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,4%; HSI: +2,8%) após imposição de tarifas sobre as importações dos EUA como forma de retaliação às tarifas sobre exportação da China para os EUA.
IFIX
O índice IFIX registrou uma alta de 0,66% na semana impactado positivamente pelo fechamento da curva de juros. Os FIIs de papel que compõem o IFIX tiveram um desempenho médio de 0,3%, enquanto os FIIs de tijolo apresentaram uma performance média de 1,33% no mesmo período.
Economia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em suspender por 30 dias as tarifas de 25% sobre o comércio exterior com Canadá e México depois que esses países concordaram em reforçar os esforços de fiscalização da fronteira. Entretanto, a tarifa geral de 10% para a China continua e pode entrar em vigor nesta terça-feira se não houver um acordo de adiamento. Também nos Estados Unidos, dados do índice de gerentes de compras do ISM para a manufatura mostraram uma recuperação em janeiro, vindo bem acima do esperado e do indicador de dezembro. Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor avançou de 2,4% para 2,5% em janeiro, mas o núcleo do indicador permaneceu em 2,7%. O resultado traz algum alívio ao BCE, que vê um caminho para a convergência da inflação à meta de 2%. No Brasil, o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira continuou a registrar um avanço das estimativas de inflação, com a projeção de 2026 subindo de 4,22% para 4,28%, muito próximo do limite superior da meta. As demais variáveis não registraram mudanças
IBOVESPA -0,13% | 125.970 Pontos. CÂMBIO -0,50% | 5,81/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 0,1% ontem, aos 125.970 pontos, em dia marcado pela repercussão do anúncio de tarifas comerciais pelos EUA aplicadas ao México, Canadá e China. Os mercados mundiais abriram em queda (S&P 500: -1,6%; Nasdaq 100: -1,8%), o BRL/USD valorizou 0,8%, e o brent avançou 0,8%, até a antecipação e eventual postergação por 1 mês das tarifas após o anúncio de implementação de planos de segurança e monitoramento de suas fronteiras, primeiramente pelo México, e depois pelo Canadá. Com isso, a sessão encerrou com uma reversão, com o brent em queda de 1,7%, e o câmbio com recuo de 0,6% para R$ 5,81, enquanto os mercados globais tiveram uma amenizada (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -0,8%). Além disso, os juros futuros encerraram o dia em forte queda por toda a curva, após mensagens contínuas de comprometimento do governo com a robustez fiscal.
As ações do Carrefour (CRFB3, +2,8%) subiram, beneficiadas pelo recuo dos juros futuros. Já a Braskem (BRKM5, -5,1%) ficou na ponta negativa, fruto de um movimento técnico de correção.
Nesta terça-feira, destaque para a ata do Copom, enquanto nos EUA teremos o relatório JOLTS de dezembro. Pela temporada de resultados internacional do 4T24, Alphabet, AMD, Chipotle, Estee Lauder, Mondelez, PayPal, PepsiCo, Pfizer, e UBS reportam seus balanços.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte fechamento ao longo da curva. No Brasil, apesar de o Relatório Focus ter apontado para nova deterioração, ainda que menor, nas expectativas de inflação, a dinâmica internacional permitiu a redução do prêmio de risco nos ativos locais. O DI jan/26 encerrou em 14,87% (- 5,1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,83% (- 14,5bps); DI jan/29 em 14,45% (- 26,7bps); DI jan/31 em 14,39% (- 28,5bps).
Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,26% (+4,0bps), enquanto os de dez anos em 4,54% (-4,0bps).
Na agenda do dia, o destaque fica por conta da divulgação da ata do Copom. O documento pode esclarecer a inclusão de alguns riscos de queda na inflação que foram lidos por parte do mercado como dovish (brando), além de indicar os passos da política monetária após a alta de 1 p.p. já esperada em março. Nos Estados Unidos, teremos a divulgação do Relatório JOLTS de oferta e demanda de emprego, além do discurso de duas autoridades do Fed, Raphael Bostic (Atlanta) e Mary Daly (São Francisco). Completa a agenda a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da China, no qual se espera pequena aceleração.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)