31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil divulgação das estatísticas de emprego da Pnad e para os dados fiscais do setor público consolidado

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 31/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para divulgação das estatísticas de emprego da Pnad e para os dados fiscais do setor público consolidado.

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Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,8%) após os resultados de Apple e Intel, que subiram mais de 3% no pós-mercado. Na frente macroeconômica, a taxa das Treasuries sobe enquanto investidores aguardam os dados de inflação mais recentes, além de outros indicadores econômicos.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), após uma série de resultados de empresas, divulgação de dados econômicos e decisão de corte de 25 bps na taxa de juros. Na China, as bolsas continuam fechadas devido às celebrações do Ano Novo chinês.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou alta de 0,74% na quinta-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de 0,84%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,80% no dia.  Os destaques positivos do dia foram BROF11 (+3,6%), HGRE11 (+3,1%) e VINO11 (+2,6%). Já os principais destaques negativos foram ICRI11 (-1,5%), MFII11 (-1,3%) e HCTR11 (-1,1%).

Economia

Nos Estados Unidos, o PIB do 4º tri de 2024 avançou 2,3% t/t anualizados, levemente abaixo das expectativas. Embora o consumo pessoal tenha surpreendido para cima, avançando 4,2% na mesma métrica, os investimentos privados cederam fortemente e contribuíram para a surpresa baixista. Na Europa, o Banco Central Europeu reduziu suas taxas básicas de juros em 0,25 p.p., levando a taxa de depósito a 2,75% a.a. – espera-se que a atividade fraca chancele movimentos similares ao longo deste ano. Na agenda de hoje, destaque para a divulgação da inflação medida pelo núcleo do PCE, indicador favorito do Fed, banco central americano.

IBOVESPA +2,82% | 126.913 Pontos.    CÂMBIO -0,26% | 5,85/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou com uma forte alta de 2,8% ontem, aos 126.913 pontos, em seu melhor desempenho diário desde maio de 2023 e com 83 dos 87 papéis que compõem o índice terminando o pregão no campo positivo. O desempenho repercutiu uma série de fatores, como uma sinalização mais flexível do Copom e dados mais fracos do mercado de trabalho pelo relatório Caged, que contribuíram para um fechamento na curva de juros, especialmente em suas pontas mais curtas. Além disso, os investidores receberam positivamente falas do presidente Lula, como o reconhecimento da importância da Vale (VALE3, +4,2%), o que causou uma alta significativa nas ações da companhia, de grande peso no índice.

Em meio a uma redução nos prêmios de risco, os principais destaques positivos do dia foram os papéis cíclicos como Magazine Luíza, YDUQS e CVC (MGLU3, +12,6%; YDUQ3, +9,9%; CVCB3, +8,3%). Já a Petz (PETZ3, -2,2%) devolveu parte de seus ganhos dos últimos pregões, com o papel acumulando uma alta de 19,4% em 2025.

Nesta sexta-feira, o destaque da agenda econômica será a divulgação do deflator PCE, o índice de inflação preferido do Federal Reserve, referente a dezembro. Além disso, pela temporada internacional de resultados do 4º trimestre de 2024, teremos números de Charter Communications, Colgate-Palmovile, Chevron, Eaton Corp e Exxon Mobil.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com forte fechamento ao longo da curva. No Brasil, a redução de postos de trabalho indicado no Caged e o comunicado mais dovish do que o esperado na decisão de juros ajudaram a intensificar a queda dos juros futuros. O DI jan/26 encerrou em 14,86% (- 35,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,98% (- 41,2bps); DI jan/29 em 14,87% (- 28,3bps); DI jan/31 em 14,87% (- 23,4bps). Nos EUA, o PIB cresceu 2,8% em 2024, refletindo o alto aquecimento econômico do país. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,18% (-3,0bps), enquanto os de dez anos em 4,52% (-3,0bps).

No Brasil, o relatório Caged revelou uma perda líquida de 535,5 mil empregos formais em dezembro, significativamente pior do que o esperado, mas salários ainda em forte alta. Além disso, o resultado primário do governo central registrou um superávit de R$ 24 bilhões, superando as expectativas do mercado e apresentando uma melhora significativa em relação ao déficit de R$ 116 bilhões no mesmo mês de 2023 – com isso, o governo cumpriu com a meta fiscal definida pelo arcabouço aprovado no penúltimo ano. Na agenda doméstica da sexta-feira, destaque para a divulgação das estatísticas de emprego da Pnad e para os dados fiscais do setor público consolidado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)