31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para final da reunião do Copom, a primeira sob comando de Gabriel Galípolo

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 29/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos  apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasíl atenção para reunião do Copom.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,4%) enquanto os investidores aguardam os resultados de Microsoft, Meta e Tesla no pós-mercado. Na frente macroeconômica, a divulgação da política monetária americana, que acontecerá hoje, contribui para queda na taxa das Treasuries.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,6%) com rali nas ações de tecnologia, após a ASML reportar resultados melhores que o esperado. Na China, as bolsas não abriram devido às celebrações do Ano Novo Chinês.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou leve queda de 0,49% na terça-feira.  Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,54%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de -0,43% no dia.  Os destaques positivos do dia foram BROF11 (+2,6%), RECT11 (+2,5%) e BLMG11 (+2,1%). Já os principais destaque negativos foram HGRE11 (-3,0%), JSAF11 (-2,8%) e KORE11 (-2,8%).

Economia

Nos Estados Unidos, os dados de confiança do consumidor do Conference Board continuaram mostrando queda pelo segundo mês consecutivo, com preocupações crescentes sobre mercado de trabalho e inflação. No Brasil, a arrecadação total de impostos bateu recorde e atingiu R$ 2.652,7 bilhões em 2024, alta de 9,6% em termos reais em relação ao ano passado. Em nossa avaliação, o resultado reflete tanto os esforços do governo em ampliar a arrecadação com medidas específicas quanto o cenário econômico que favoreceu a expansão da base tributária, com alta na atividade econômica, inflação e câmbio.

Na agenda do dia, destaque para as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. Lá fora, a expectativa é de que os juros básicos sejam mantidos na faixa de 4,25% – 4,5%, mas o mercado estará de olho no comunicado e na entrevista pós-decisão do presidente do Fed, Jerome Powell, que poderá trazer alguma sinalização dos próximos passos da política monetária naquele país.

IBOVESPA -0,64% | 124.056 Pontos.   CÂMBIO -0,76% | 5,86/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 0,6%, aos 124.055 pontos, pressionado pela Vale (VALE3, -2,4%), após a publicação de estimativas pessimistas para a demanda por aço chinesa por um banco de investimentos.

O principal destaque negativo foi Cogna (COGN3, -5,0%), repercutindo uma redução de recomendação por um banco de investimentos. Já o destaque positivo foi IRB (IRBR3, +3,8%), renovando a tendência positiva do papel, que já apresenta um retorno acumulado de 23,7% no mês.

Nesta quarta-feira, todos os olhos estarão voltados para as decisões de juros no Brasil e nos EUA. Pela temporada internacional de resultados do 4º trimestre, ASML, IBM, Meta, Microsoft, Tesla, ServiceNow e T-Mobile reportam seus balanços.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, em meio à espera dos investidores pela decisão de juros, os ativos locais se beneficiaram do enfraquecimento do dólar no pregão. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 15,14% (- 2,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,31% (- 4,7bps); DI jan/29 em 15,07% (- 2,1bps); DI jan/31 em 15,02% (- 0,4bp).

Nos EUA, o apetite por risco do mercado se recuperou com o desempenho das companhias ocidentais em relação à chinesa DeepSeek. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,19% (+2,0bps), enquanto os de dez anos em 4,55% (+2,0bps).

No Brasil, o Copom deverá elevar a taxa de juros e 1 p.p., atingindo 13,25%. O foco também ficará por conta do comunicado, que poderá manter a perspectiva de apenas mais uma alta de 1 p.p. na próxima reunião ou ampliar o tamanho do ciclo de aperto, deixando os próximos passos em aberto. Nosso cenário prevê uma alta da taxa básica até 15,5% em meados deste ano.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Políica Real.)