31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado está atento ao início da reunião do Copom

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 28/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para o início da reunião do Copom.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,7%), após dia de queda devido ameaça da chinesa DeepSeek contra a liderança americana na indústria de inteligência artificial. O mercado também está na expectativa de ver os efeitos disso na divulgação de resultados das Big Techs, que começa essa semana. Na frente macroeconômica, a taxa das Treasuries sobe enquanto investidores aguardam a primeira reunião do Fed no ano, onde decisões serão tomadas acerca da taxa de juros americana.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,7%), e na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,4%; HSI: 0,2%), com falas de Trump de que tarifas universais começariam “muito maior” do que 2,5% e enquanto o mercado observava grande queda dos ativos de tecnologia devido a ameaça a chinesa DeepSeek.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou leve queda de 0,39% na segunda-feira. Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,72%, em meio à desaceleração do IPCA-15 na sexta passada, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,01% no dia.  Os destaques positivos do dia foram JSAF11 (+4,0%), BLMG11 (+3,8%) e BTRA11 (+2,8%). Já os principais destaque negativos foram CVBI11 (-4,3%), HSAF11 (-3,4%) e RBFF11 (-3,4%).

Economia

Sem dados ou eventos macro relevantes hoje. O principal evento macro desta semana é a decisão de juros do Federal Reserve (banco central dos EUA), prevista para amanhã. O Fed deverá manter os juros inalterados e sinalizar pouco espaço para flexibilização adiante.

IBOVESPA +1,97% | 124.862 Pontos.   CÂMBIO -0,07% | 5,91/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 2,0% ontem, aos 124.861 pontos e na contramão dos mercados globais (S&P 500, -1,5%; Nasdaq, -3,1%). As bolsas americanas refletiram um aumento significativo no pessimismo com o setor de tecnologia, após a empresa chinesa DeepSeek lançar um chatbot de inteligência artificial com custos de produção reduzidos e alegadamente mais eficiente que os concorrentes. Como resultado, ações de empresas beneficiadas pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial ou com modelos de negócios concorrentes à startup chinesa sofreram fortes quedas, com destaque negativo para Nvidia (-17,0%). No mercado local, as ações brasileiras se beneficiaram da queda nos rendimentos das Treasuries durante o pregão, o que contribuiu para um fechamento na curva de juros doméstica.

Com isso, os principais destaques positivos na Bolsa brasileira foram papéis sensíveis aos juros como Magazine Luíza, Assaí e Vamos (MGLU3, +10,1%: ASAI3, +7,6%; VAMO3, +7,2%). A WEG (WEGE3, -7,9%) ficou na ponta negativa, impactada pelo cenário global, dado que a companhia também é uma fornecedora de equipamentos para infraestrutura de inteligência artificial.

Nesta terça-feira, pela temporada internacional de resultados do 4º trimestre, Boeing, General Motors, Lockheed Martin, RTX e Starbucks reportam seus balanços.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento em toda extensão da curva. No Brasil, apesar do Relatório Focus apontar deterioração das expectativas inflacionárias, houve redução da curva seguindo o mercado global. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 15,14% (- 1bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,34% (- 5,7bps); DI jan/29 em 15,08% (- 10,6bps); DI jan/31 em 15,01% (- 13,2bps). Nos EUA, ocorreu elevação da aversão ao risco após a chinesa DeepSeek afirmar ter desenvolvido ferramentas de IA com custo inferior ao de suas concorrentes ocidentais. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,17% (-10,0bps), enquanto os de dez anos fecharam em 4,53% (-10,0bps).

No Brasil, o Copom deve seguir o plano sinalizado em dezembro. Assim, antecipamos uma alta de 1,00 p.p. na taxa Selic esta semana (para 13,25%) e a sinalização de aumento semelhante para a reunião de março. Não esperamos um sinal explícito para a reunião de maio.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)