DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e mercado atento ao que vem sobre comida barata e divulgação do IPCA-15
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(Brasília-DF, 24/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque para divulgação dos resultados da reunião sobre estratégias para enfrentar comida cara e sobre a divulgação do IPCA-15.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), em meio à temporada de resultados.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: 0,3%), impulsionadas por luxo após resultado positivo da Burberry. Na China, as bolsas fecharam positivas (CSI 300: 0,8%; HSI: 1,9%) ante otimismo em relação à política comercial de Trump e expectativa de menores tarifas. O Japão elevou em 25 bps sua taxa de juros, como amplamente esperado.
IFIX
O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou leve queda de 0,44% na quinta-feira. Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de -0,30%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de -0,49% no dia. Os destaques positivos do dia foram DEVA11 (+3,7%), HCTR11 (+3,3%) e BLMG11 (+1,7%). Já os principais destaque negativos foram RCRB11 (-3,0%), HGFF11 (-2,1%) e XPSF11 (-2,1%).
Economia
O presidente dos EUA, Donald Trump, participou ontem (por vídeo) do Fórum Econômico Mundial de Davos. Ele disse que pedirá à Arábia Saudita e à Opep para reduzirem o preço do petróleo. Além disso, Trump afirmou que exigirá corte nas taxas de juros dos EUA, e acrescentou que elas deveriam estar caindo no mundo inteiro. Apesar de reforçar comentários sobre o aumento de tarifas de importação, o presidente não forneceu sinais específicos sobre o momento e a magnitude das mudanças.
O Banco do Japão (BoJ) elevou sua taxa básica de juros de 0,25% para 0,50%, o maior patamar em 17 anos. O presidente da instituição, Kazuo Ueda, sinalizou alta adicional adiante, refletindo otimismo em relação ao aumento dos salários e da inflação na economia asiática. No entanto, a autoridade trouxe poucas pistas sobre o momento e o ritmo de futuros ajustes nos juros. Os mercados esperam mais uma elevação de 0,25 p.p. até o final deste ano.
IBOVESPA -0,40% | 122.483 Pontos. CÂMBIO -0,32% | 5,93/USD
Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,4%, aos 122.483 pontos, em dia que o mercado acompanhou a participação do presidente dos EUA, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em Davos, no qual fez declarações que pressionou o preço do brent (-0.9%), e pediu a redução da taxa de juros americana enquanto não clarificou sobre tarifas, o que provocou uma queda no dólar. Além disso, o presidente adotou um tom mais conciliatório em relação à China. O Ibovespa segue com baixa liquidez, com um ADTV de R$ 14,95 bi este mês, abaixo da média de R$ 25,02 bi dos últimos 12 meses.
O principal destaque positivo do pregão na Bolsa brasileira foi a Marfrig (MRFG3, +4,1%), continuando movimento de recuperação após queda provocada por notícias sobre a gripe aviária nos EUA. Já o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3, -5,6%) registrou desvalorização, após um banco de investimentos rebaixar a recomendação da companhia de neutra para venda.
Nesta sexta-feira, teremos a divulgação do IPCA-15 de janeiro e, pela temporada de resultados internacional do 4T24, serão publicados os balanços de American Express, NextEra, e Verizon.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, a aversão ao risco do mercado se intensificou após notícias que apontaram a utilização de subsídios pelo governo visando a redução dos preços de alimentos. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 15,07% (+14,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,36% (+21,5bps); DI jan/29 em 15,21% (+21,8bps); DI jan/31 em 15,17% (+22,7bps).
Nos EUA, os investidores reagiram positivamente ao pronunciamento do presidente Trump, que sinalizou para a manutenção de boas relações comerciais com a China. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia estáveis em 4,29%, enquanto os de dez anos subiram para 4,65% (+5,0bps).
No Brasil, a alta da inflação de alimentos ficou no centro das atenções ontem. O governo negou notícias de que estaria formulando medidas como a criação de uma rede popular de alimentos para controlar preços. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo não tem no horizonte usar espaço fiscal ou subsídios para esse objetivo. Prevemos inflação de alimentos (IPCA) ao redor de 10% em 2025, com destaque à pressão nos preços de carnes.
Hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de janeiro (prévia da inflação mensal). Esperamos ligeira queda de 0,03% na comparação com dezembro, refletindo descontos na tarifa de energia elétrica devido ao pagamento do bônus da usina de Itaipu, embora métricas relevantes para a política monetária devam permanecer em níveis preocupantes. Além disso, o Banco Central publicará as estatísticas do setor externo referentes a dezembro.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)